Skip to main content
itamaraty à noite

Visita guiada ao Palácio do Itamaraty em Brasília – ganhou meu coração!

Ir a Brasília e não conhecer os prédios públicos, ou pelos menos alguns deles, é um sacrilégio. Tudo bem, respeito se não gostas deste tipo de programa, mas a capital do Brasil está muito à frente de várias capitais por aí em termos de acessibilidade. Foi o que percebi e mais abaixo eu te conto melhor sobre isso. Então por que não aproveitar né? E o Palácio do Itamaraty, ah, me encantou. Por isso merece um post próprio.

Conheça comigo e se encante também com o Ministério das Relações Exteriores, ou Itamaraty que é a mesmíssima coisa. Bora aproveitar este passeio?

O Palácio do Itamaraty:

Projetado por Oscar Niemeyer e oficialmente inaugurado em 1970, é neste edifício que são recebidos os chefes de estado de outros países e onde são assinados acordos e tudo o que envolve relações diplomáticas e internacionais. Seria então nosso cartão de visitas. E que cartão! Originalmente, deveria ser como os outros edifícios comuns dos ministérios, mas para estar à altura da sede da Chancelaria brasileira, buscou-se um projeto único para expressar a ousadia pioneira da nova capital e traduzir a arquitetura moderna do país.

O nome, Palácio do Itamaraty, é a mesma denominação do antigo ministério no Rio de Janeiro. Inicialmente foi chamado de Palácio dos Arcos, mas logo teve seu nome alterado.

Sempre que algum representante de outro país vem a Brasília, se dirige até o ministério para um jantar ou almoço, bem como reunião ou qualquer outro ato que envolva relações exteriores.

Térreo do Itamaraty:

De quem olha de frente para o edifício, entramos em direção aos fundos pelo lado direito. Ali, verificamos o próximo horário de visita, que seria às 17h, e resolvemos esperar. Demos nossos nomes e aguardamos nas poltronas da recepção.

No horário marcado, a guia simpática veio chamar o grupo para o início da visita.

E o térreo foi o primeiro local visitado. Já de início me surpreendi com a construção. O maior vão livre do mundo calculado pelo engenheiro e artista nordestino Joaquim Cardoso. No centro, uma obra de arte interativa (é preciso um pouco de cuidado ao mexer, pois há peças soltas, segundo alertou nossa guia), chamada Ponto de Encontro, da artista Mary Vieira, é composta por 200 placas móveis de alumínio anodizado.

Aos fundos desta obra interativa, uma parede de mármore em baixo-relevo de Athos Bulcão. Athos Bulcão gostava de compor relevos em paredes e possui obras no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal, por exemplo. Um pouco mais adiante, outra escultura intitulada a Mulher e sua Sombra, da artista Maria Martins.

À direita do andar térreo, aos fundos do edifício, um jardim interno conhecido como “os jardins aquáticos de Burle Marx”.

Agora, para mim, o destaque da obra de arte que é o próprio térreo do edifício – uma escada em espiral sem corrimões que me encantou. Só indo lá para entender. Também projetada e calculada por Milton Ramos e Joaquim Cardoso, esta belezura liga o térreo ao segundo andar. E há um negativo da escada, no mesmo formato, para o subsolo, onde não é possível visitar (veja o buraco na foto). Ah, aproveite e dê uma espiadinha na treliça aos fundos e acima na foto abaixo. É que lá no segundo piso não é permitido tirar fotos. Então, não tenho nenhuma lá daquele trabalho que forma uma parede vazada e do qual falo mais abaixo.

Segundo piso:

Na parte da frente do edifício, a vista exterior da região da Praça dos Três Poderes por suas vidraças e através dos arcos vazados do palácio. Dentro do ambiente, uma treliça, mais uma vez de Athos Bulcão, aquele que adora transformar uma parede em obra de arte, feita de madeira e ferro em tons de vermelho, branco e preto, divide o ambiente.

Saindo do local onde está a treliça, a guia pediu para que atentássemos para uma escultura de metal próxima à escada que se movia à medida em que andávamos – minha obra favorita porque muito bem calculada e arquitetada para todo esse efeito visual incrível. É a Metamorfose, de Franz Weissmann, formada de placas de ferro.

Ah, quando estávamos fora do Itamaraty, antes da visita guiada, eu vi um vão aberto, uma espécie de porta aberta no final de uma grande rampa, com um guarda em seu belo uniforme à frente e comentei com minha família: o que será esta entrada e porque está protegida e não podemos entrar por ali? No segundo piso a guia nos contou que ali é a entrada do carro do Embaixador. Logo, o carro entra dentro do segundo piso do edifício. Explicado o vão aberto protegido por um guarda com uniforme característico, vamos continuar nossa visita.

Aos fundos do segundo piso, conseguimos também avistar os jardins aquáticos de Burle Marx.

Terceiro piso:

Aqui não é permitido fotografar, sorry! Portanto vou somente descrever o que vi e posso dizer que gostei do que vi, hehehehehe.

Na Sala D. Pedro I, uma luminária enorme de 1500 kg chama a atenção logo na entrada. Esculpida em ferro, prata e bronze, com cristais de rocha em forma de disco e iluminada por uma única lâmpada de 1000 velas que reflete o efeito da obra no teto. O nome dela, Revoada dos Pássaros.

Uma tela de Debret adorna uma das paredes, pintada em 1828 e chamada de A Coroação de Pedro I. Esta tela foi levada para a França por D. Pedro II quando do seu exílio e ficou enrolada e guardada no Castelo D’Eu. O Embaixador Chateaubriand doou a tela ao palácio, quando vendeu o castelo que havia comprado.

O quadro O Grito da Independência, O Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, sabe, aquele que todo mundo já viu nos livros de história onde D. Pedro I está em um cavalo com a espada erguida, também está lá nesta sala, além de outros trabalhos de óleo em tela.

Tapetes persas por este andar e um de mais de 68 metros quadrados na Sala D. Pedro I (pensa – maior que muitos apartamentos por aí!). Não pise nestes tapetes, é a ordem da guia.

Sala Portinari: duas obras de Candido Portinari de têmpera sobre tela, decoram a parede deste salão. Uma intitulada Os Jangadeiros, e a outra, O Gaúcho, ambas de 1939. Além das de Portinari, duas telas de Arcangelo Ianelli e uma de Manabu Mabe. Tapetes persas pelo chão e duas esculturas de anjos provenientes da Igreja de São Pedro dos Clérigos no Rio de Janeiro, hoje demolida.

Sala Duas Épocas: pinturas em quadros de óleo sobre tela, móveis de época, incluíndo duas papeleiras de jacarandá, marfim e metal, estilo rococó, do século XVIII e tapetes persa.

Salão Nobre: um jardim com obras de arte enfeita o local aberto de onde se tem uma privilegiada vista e somente neste jardim é possível tirar fotos. Então, lá vai mais uma:

Sala Brasília: tapeçaria em lã na parede de 4,15 x 25,50m, chamada Vegetação do Planalto Central, do pintor, arquiteto paisagista, decorador, artesão de jóias e tapeceiro, Roberto Burle Marx.

Neste pavimento ainda há outras salas, mas não tivemos o prazer de conhecê-las.

Jardim externo:

Ilhas de vegetação deslumbrante adornam espelhos d’água de deixar quaisquer olhos brilhando e encantados. Bem em frente ao Palácio do Itamaraty, dentro do espelho d’água, uma escultura de mármore branco de carrara circular de Bruno Giorgi chamada Meteoro. Ela possui cinco partes vazadas que simbolizam as relações diplomáticas entre os cinco continentes.

Sobre a acessibilidade que falei lá no início. Eu me encantei com o fato de haver, na grande maioria dos prédios públicos em Brasília, visitas guiadas e gratuitas, simples de reservar ou, dependendo da época e do prédio, se for baixa temporada, sem nem necessidade de reservar com antecedência. No Itamaraty, por exemplo, não fizemos reserva. Chegamos, verificamos o próximo horário da visita guiada, nos registramos, aguardamos e aproveitamos. Claro que sugiro que reserves antes. Mas veja que praticidade! Não me lembro de ter ido a nenhum país até hoje com tamanha facilidade de acesso dos visitantes e turistas a bens de todo o povo e de forma gratuita. Gostei.

E a visita guiada ao Itamaraty, particularmente, me ganhou. A guia super divertida, tirou todas as nossa dúvidas e fez com o que o passeio fosse leve, interessante e animado. Para mim, imperdível.

Dica MM: Volte à noite para vislumbrar o reflexo do edifício e do jardim nos espelhos d’água. Tenho certeza, não vais te arrepender.

Horário das visitas guiadas ao Itamaraty:

Dias úteis: às 9h, 10h, 11h, 14h, 15h, 16h e 17h.

Finais de semana: às 9h, 11h, 14h, 15h e 17h.

Informações úteis:

  • Atração gratuita.
  • Disponível em português, inglês e francês.
  • As reservas podem ser feitas por e-mail (visita@itamaraty.gov.br) ou pelo telefone (61) 2030-8051.
  • As seguintes informações são necessárias para agendar a visita: dia, horário e idioma desejado, quantidade de visitantes e nome e número de celular de um dos visitantes.
  • Em dias úteis, não é permitida a entrada de visitantes trajando bermudas, regatas, shorts, minissaias, minivestidos e chinelos.
  • As visitas podem ser suspensas a qualquer momento, sem aviso prévio, em virtude de serviço como cerimônias ou eventos no palácio.

Onde se hospedar:

Em Brasília, durante as 6 noites que por lá ficamos, nos hospedamos no Allia Gran Hotel Brasília Suites, um hotel com ótimo custo benefício, muito bem localizado próximo a shoppings, lanchonetes e da antena de tv. Eu indico e podes fazer a reserva clicando aqui. Logo farei um post exclusivo para que conheças bem este hotel e faças a tua escolha.

Dica de local para jantar em Brasília:

Nós tivemos o prazer de conhecer o La Chaumière Cuisine Française, um restaurante Francês com pratos preparados pelos proprietários com temperos trazidos da França. Uma delícia de lugar aconchegante e onde terás o prazer de conhecer o simpático proprietário que lá está desde 1966. Falaremos tudo sobre o La Chaumière em um post próprio, aguarde. O restaurante fica na SCLS 408 Bloco A Loja 13 – Asa Sul – Brasília – DF.

Gostou deste post sobre o Ministério das Relações Exteriores? Então não deixe de ler também:

Como se localizar em Brasília – o que eu achei da capital do Brasil

 

Agora que você já conhece comigo o Palácio do Itamaraty em Brasília, quer nos ajudar a manter o Mapa na Mão funcionando? É só usar os nossos links para planejar sua viagem! Você NÃO PAGA NADA A MAIS POR ISSO e nós ganhamos uma pequena taxa, ajudando a manter nosso trabalho de pé! 🙂

Hotel ou apartamento: reserve o seu por este link no Booking.

Aluguel de carro: reserve no Rentalcars.

Seguro Viagem: faça o seu aqui e saiba tudo sobre seguro neste postPreços ótimos – experiência própria.

Câmbio (compra de moeda): esta é uma novidade do blog. Através deste link, você pode encontrar a melhor cotação para a compra de moeda estrangeira. Confira!

E não fique por fora das novidades e promoções do Mapa na Mão:

  • Entra lá no Facebook, curta nossa página e convide amigos para curtir também: Mapa na Mão
  • Inscreva-se em nosso canal do YouTube: Mapa na Mão
  • Siga nosso Instagram: @mapanamao
  • E inscreva-se no nosso blog ali ao lado onde está escrito: ASSINE NOSSO BLOG

Você pode salvar este texto no seu Pinterest para futuras consultas, pinando a foto abaixo:

visita guiada ao palácio do itamaray

Michela

21 comentários em “Visita guiada ao Palácio do Itamaraty em Brasília – ganhou meu coração!

  1. Adorei esse post…fui a Brasília em um feriado, so consegui ver o Itamaraty por fora e não cheguei a fazer nenhuma visita guiada pois estava acompanhada de uma prima que mora la…
    Quando voltar, farei diferente..

  2. Nem acredito que não conheço Brasília. É normal termos a ideia de que a cidade não tem mto a oferecer em termos turísticos, mas já mudei esse conceito rs. Achei essa visita bem interessante e o post ficou bem informativo.

    Abraços

  3. Nossa eu adorei Brasília! Infelizmente estive lá apenas à 15 anos atrás, mas a cidade me encantou. Na época tinha outros interesses e acabei deixando de fazer muitos passeios que hoje em dia considero bem bacanas. Espero poder voltar qualquer dia e aproveitar essa e outras dicas que tenho visto sobre a cidade.

  4. Nossa, que legal.
    Eu não imaginava que existia essa visita.
    Também adorei conhecer um pouquinho mesmo que de longe. Obrigada por compartilhar.
    Brasília tem seus encantos 💜

  5. Adoro o Itamaraty!! Faz tempo que não entro no prédio e foi uma delícia relembrar as belezas lendo seu post! Da última vez que estive na esplanada, não pude visitá-lo, porque agora somente se faz com agendamento. Uma pena! Mas adorei esse passeio contigo, Michela! Muito bom seu post!

  6. Muito completo este seu artigo! Obrigado pela partilha sempre tão cuidadosa de locais fantásticos! Ainda nunca tive oportunidade de conhecer, mas quando puder sem dúvida que o farei e lembrarei de tudo o que li!

  7. Engana-se quem pensa que em Brasília (ou BSB!!) é tudo frio e formal! A cidade é um monumento e tem muitas atrações e lugares fantásticos. Essa visita mesmo, já fiz duas vezes e, com certeza farei outras ahahaha a loka das visitas guiadas!!! Beijos

Oi! Tem alguma dúvida, sugestão, dica ou comentário, deixe aqui para nós e viajemos juntos!

%d blogueiros gostam disto: