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Onde comer em Brasília: La Chaumière, um restaurante francês tradicionalíssimo

A história de alguns restaurantes se confunde com a história da própria cidade. É o caso do francês La Chaumière (pera que a gente se ajuda a não passar tanta vergonha assim com o francês: lê-se chô-mi-ér), em funcionamento desde 1966, hoje comandado por Severino, um pernambucano de Caruaru que de francês não tem nada. Como ele foi parar à frente de um restaurante francês tão tradicional, uma ótima opção de onde comer em Brasília? Vou te contar, mas senta que tem história (e tem comida também, óbvio!).

O irmão do seu Severino foi um dos candangos de Brasília (como foram chamados os operários que vieram de várias partes do país para construir a Capital Federal literalmente do zero). Ele, o irmão, foi morar na Capital Federal antes mesmo da inauguração de Brasília, em 1960. Lá, conheceu um casal de franceses, que abriu, naquele início de década, um restaurante no mesmo local onde hoje funciona o La Chaumière, mas ainda não com esse nome. O restaurante, à época, servia apenas pratos feitos, que serviam bem aos primeiros moradores de Brasília – os operários. Conversando com o irmão de seu Severino, o casal manifestou a necessidade de ter alguém que lhes ajudasse na cozinha do restaurante. O irmão contou que Severino poderia vir de Caruaru, mas com a condição de que eles o abrigassem na sua própria casa, já que o irmão ainda era menor de idade. Foi assim que seu Severino foi morar, aos 16 anos, em Brasília.

Anos depois, Brasília foi atraindo gente do Brasil todo e do mundo, embaixadas foram sendo abertas na cidade e um novo público chegou, o que justificaria a abertura de um restaurante francês. E assim, em 1966, surgiu o La Chaumière, com o casal de franceses à frente do negócio e seu Severino como braço direito, aprendendo na prática a arte da gastronomia – e a falar francês. Poucos anos depois, o casal de franceses tirou alguns meses de férias e convidou seu Severino para ir para a França com eles. Ele aceitou (óbvio! haha) e ficou por lá uma temporada estudando e trabalhando em restaurantes franceses. Pouco tempo depois de voltarem dessa temporada,  o casal manifestou a vontade de vender o restaurante – mas disse que só venderia a uma pessoa, em quem eles confiavam o suficiente para saber que essa pessoa tocaria o restaurante com maestria – seu Severino. O caruarano hesitou, disse que não tinha dinheiro e muito menos nome para tocar aquele restaurante – o primeiro problema se resolveu com um verdadeiro financiamento que os donos fizeram para Severino, cobrando o custo da venda à medida que ele fosse ganhando dinheiro com o restaurante, e o segundo foi resolvido de uma forma menos convencional: a senhora francesa disse: “Simples! Agora você não é mais o Severino de Caruaru; é Severin!” (lê se “Severrã”).

Quer conhecer melhor essa história (e outras milhares que já rolaram entre as paredes daquele restaurante)? Pede para conversar um pouco com o seu Severino! Tenho certeza de que ele vai adorar. Vocês não têm noção das histórias que ele nos contou, hahaha!! É só pensar que por aquele restaurante já passaram figuras políticas famosíssimas… E colocar a imaginação para rolar, haha.


Compreendida a história do restaurante – e acredite em mim, é necessário conhecê-la para entender a forte conexão entre o La Chaumière e Brasília -, vamos a essa opção de onde comer em Brasília de fato. O ambiente do La Chaumière é intimista sem ser invasivo – sem aquela coisa chata de parecer que a mesa do lado está escutando tudo que falamos. O ambiente é simples, pode-se dizer, sem muitos adornos – mas com uma elegância muito bem-vinda aos restaurantes franceses.

 

O menu tem variadas opções, passando por carnes, aves, frutos do mar e omeletes. Estão disponíveis clássicos da culinária francesa, como os steaks au poivre, au moutarde e au béarnaise, além de alguns especiais da casa, que levam os nomes das filhas e netas. Os couverts e entradas não ficam de fora – um dos especiais da casa é o patê de fígado de frango, 100% preparado no restaurante. Seu Severino fez questão de que provássemos o patê. E olha: gostoso mesmo. Bem consistente, sabor de carne (e não de aditivos), extremamente bem temperado. Acompanhado das torradinhas que nos foram servidas, formavam uma dupla perfeita. Confesso que só não acabei com a cesta de torradinhas porque precisava guardar espaço para os próximos pratos. Outra entrada que nos foi servida foi o carpaccio de rabanete com molho de mostarda. Daí tu me falas “eeeeeeew, rabanete, tem gosto de nada”. Não se o rabanete vier com um belo molho de mostarda por cima, hehe! Um prato delicado e, ao mesmo tempo, forte. Até minha irmã, a rainha de não gostar das coisas (mal te entregar, Lê, hoho) gostou. Para quem é apaixonado por mostarda, o prato é perfeito, já que o sabor da mostarda é muito presente.

Carpaccio de rabanete

 

Couvert: pães de alho e torradas com manteiga (e patê, que não apareceu na foto)

O simpático garçom (sobrinho de seu Severino, inclusive, e cujo nome me esqueci – eita!) nos falou um pouco sobre as especialidades da casa. Dentre elas, optei pelo steak au poivre. Pouco tempo depois chegou um baita de um pedação de filé (sorry gente, tenho que descrever com as minhas próprias palavras ahhaha), extremamente macio, no ponto que eu pedi, sem sangrar como prometido, e com uma quantidade absurda de molho. Absurda mesmo, para ninguém colocar defeito. O molho do steak au poivre se trata de creme de leite fresco e pimenta – nesse caso, havia pimentas do reino e rosa sem miséria. O garçom trouxe, depois, os acompanhamentos – arroz e batata sautée -, que me foram servidos ao meu gosto. Arroz muito bem feito (sei que arroz não parece passível de ser a grande estrela de um prato, mas acho que ele pode ser sim daqueles que não dá vontade nenhuma de comer – e não era o caso desse) e batata muito gostosa. Não costumo gostar de batata sautée (acho bem sem graça, para falar a verdade), mas aquela dava de comer pura de tão macia e crocante! À altura do nosso digníssimo tubérculo batata. Ah! O garçom serve o molho do steak no teu prato, então, se não és tão fã de molho, é só pedir para que ele não coloque tanto.

Pega na quantidade de molho do coitado desse steak! Coitado chegou até a sumir, e olha que não era pequeno

Minha irmã pediu uma omelete roquefort. Macia, muito molho saboroso, sem defeitos. Quem disse que omelete não pode ser uma refeição? Ah, gente, não vem batata sautée acompanhando o omelete não, tá? É que o garçom acabou oferecendo para todos e não se recusa comida, né? Hahahaha.

Omelete mega cremosa e com muiiito molho roquefort!

Pai foi de frango roquefort, também regadíssimo no molho!

E a mãe foi de um prato que, na verdade, não existe no menu. Explico: para quem não sabe, minha mãe é vegetariana. Ela até já falou sobre isso aqui e contou como é viajar com restrições alimentares. Quando ela contou isso para o chef, ele falou que poderia fazer algo especial para ela. Não é exatamente um prato da casa – nem uma de suas especialidades -, mas é um prato bem honesto e sem segredo: espaguete ao molho roquefort. Sim, o roquefort de novo, haha! O molho é bem clássico, fez sucesso.

 

De sobremesa, pedimos três clássicos – petit gateau, banana flambada e profiteroles. Todos saborosos! O menu de sobremesas do La Chaumière é um verdadeiro desfile de clássicos.

Abaixo, coloquei algumas fotos do menu do La Chaumière – assim dá para ter uma noção de quanto se vai gastar em uma visita a essa opção de onde comer em Brasília.

Serviço:
Terça a sexta, das 12h às 15 e das 19h às 0h.
Sábado, das 19h às 0h e domingo, das 12h às 15h.
SCLS 408 Bloco A Loja 13 – Asa Sul

 

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 Espero que tenham curtido conhecer essa opção de onde comer em Brasília!

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La Chaumière - um restaurante francês em Brasília

Ester
Este não é um publieditorial. O Mapa na Mão fez uma parceria com o Novotel São José dos Campos, porém a opinião acima relatada é independente, pois nossas avaliações são livres e expressam nosso ponto de vista.

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