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Israel parte 1 – o que fazer em Jerusalém em 2 dias

Israel era um daqueles lugares que eu sonhava ir, mas imaginava que demoraria muito, porque não é um dos destinos mais baratos do mundo.

Até que meu marido super caçador de promoções encontrou passagens aéreas para 2014 por R$ 1.451,95 por pessoa, com taxas! Sim, eu falei REAIS e com todas as taxas incluídas neste preço!!! E tem mais: com stopover em Nova York!! Não sabes o que é stopover? Como a empresa aérea era a Delta Air Lines, ou seja, uma empresa americana, sairíamos do Rio de Janeiro, faríamos uma conexão breve em Atlanta, EUA, e depois em Nova York, para somente após embarcarmos para Tel Aviv, Israel. Assim, unimos o útil ao agradável e ao invés de uma simples conexão, dormimos duas noites em Nova York, aproveitando um pouquinho esta maravilhosa cidade. E tudo isso sem custo adicional nenhum. Esse tal de stopover é uma mão na roda, pois possibilita conhecer múltiplos lugares por um único preço. Leia mais sobre isso aqui.

Então, depois destes dois dias passeando por Nova York, embarcamos rumo à Tel Aviv. Chegando no aeroporto de Tel Aviv, pegamos o carro previamente alugado pela internet na locadora Europcar, e nos dirigimos até nosso hotel em Jerusalém. Até esse momento era preciso me beliscar, pois ainda não parecia verdade. Mas não é que era? Estávamos nós dirigindo pelas estradas de Israel e a sensação de ver a cidade antiga no alto de uma colina ao chegar em Jerusalém para encontrar nosso hotel foi indescritível.

E tem tanto lugar bonito por lá, tanta riqueza histórica e cultural, que resolvi dividir o post em dois. Neste escrevo sobre o que fazer em Jerusalém em dois dias e neste aqui sobre o Mar Morto e o Mar da Galileia:

O que fazer em Jerusalém:

CIDADE VELHA: 

Como a ansiedade era grande, na nossa primeira manhã em Israel, pegamos nosso carro e fomos até a cidade velha de Jerusalém, uma das mais antigas do mundo e toda cercada por muros milenares.

Estacionamos nosso carro no estacionamento Mamila Parking, bem próximo do Jaffa Gate, que é uma das portas da cidade velha, que por ser toda murada, possui lindíssimas e famosas portas. A minha preferida foi justamente a Jaffa Gate. Este estacionamento foi sugestão da recepcionista do hotel, que nos indicou no mapa por ela a nós dado. Estaciona-se no subsolo, pegando um ticket na máquina para pagamento na saída, sobe-se uma escada e chega-se a um shopping aberto muito bonito, com lojas de grifes, bares e restaurantes. E a partir deste centro de compras, caminha-se até a porta (Jaffa Gate) para acesso à cidade velha de Jerusalém.

Aí a emoção começa. Dá vontade de caminhar o dia todo por aquelas ruas estreitas de pedra, se perdendo por seus encantos e se encontrando em cada esquina cheia de lojas, gente de toda nacionalidade e jeito, paisagens de valor inestimável. Começamos garantindo souvenirs em uma das centenas de lojas existentes e, com o mapa na mão, partimos rumo ao Muro das Lamentações (Western Wall).

MURO DAS LAMENTAÇÕES: 

O pátio desta atração é dividido ao meio por uma cerca, sendo o lado esquerdo somente para homens e o lado direito somente para mulheres. Como estava muito calor, fui com uma bermuda perto do joelho e pude entrar assim, mas uma mulher emprestou uma saia na entrada para mulheres do ponto turístico, para minha filha que estava de shorts, pois não é permitido entrar com saia ou bermuda curta, nem com blusas decotadas (na dúvida, eu e minha filha sempre andávamos com um lenço para tapar os ombros ou cabeça, se fosse preciso). Porém, o único lugar mais exigente quanto a isso foi o Muro das Lamentações, embora não tenhamos ido a nenhuma mesquita ou atração no lado muçulmano da cidade.

O Muro das Lamentações é literalmente um muro alto (uma parede de pedras) onde os judeus fazem suas orações e lamentações, que tem um significado muito importante para eles e também para os cristãos, uma vez que esta foi a única parte que restou do templo construído pelo rei Salomão, destruído pelos romanos em 70 DC. Depois do Muro das Lamentações, continuamos nossa caminhada pela região judaica – a cidade velha é dividida em quatro regiões: a judaica, a muçulmana, a cristã e a armênia – até chegarmos na Basílica do Santo Sepulcro.

BASÍLICA DO SANTO SEPULCRO:

Basílica do Santo Sepulcro ou Holy Sepulcher Church em inglês, como você encontrará nos mapas da cidade. Esta igreja fica situada na região cristã e acredita-se, embora não haja comprovação histórica, que Jesus tenha sido sepultado e ressuscitou neste local, onde posteriormente foi erguida uma igreja. A fila é enorme e não conseguimos chegar até o suposto local da sepultura. Assim, entramos na igreja, apreciamos sua arquitetura e saímos para continuar nossa caminhada, agora, pela Via Dolorosa.

VIA DOLOROSA:

A Via Dolorosa é uma rua que começa na Porta do Leão e termina na Basílica do Santo Sepulcro. Segundo a tradição cristã, uma vez que também não há comprovação de que este tenha sido de fato, o caminho percorrido, esta seria a rua por onde Jesus caminhou carregando a cruz até a sua crucificação. É um caminho cheio de lojas, com placas indicando as estações da cruz, muito bonito e estreito. Você encontrará romeiros e frequentes procissões na bonita Via Dolorosa.

TORRE DE DAVI:

A Torre de Davi é uma linda construção bem ao lado do Jaffa Gate. Não chegamos a entrar, mas apreciamos sua arquitetura do lado de fora e quando retornamos à cidade em outro dia à noite, vimos um concerto sendo apresentado ali, pois a Torre de Davi é um local popular para apresentações, concertos e eventos.

SETE PORTAS DA CIDADE:

A cidade antiga de Jerusalém é toda cercada de uma linda muralha milenar, com sete portas de acesso para o seu interior. São elas: Jaffa Gate (para mim a mais bonita), New Gate, Damascus Gate, Herod’s Gate, Lion’s Gate, Dung Gate e Zion Gate. Percorra toda a cidade caminhando para conhecer suas entradas e não deixe de desfrutar da região da Porta de Damasco, com muitas lojas com artigos árabes e uma feira com frutas do local, frutas secas, azeitonas, enfim, muitos artigos que não temos por aqui e que são uma delícia.

Acabamos não conseguindo entrar no Dome of the Rock (templo muçulmano com a cúpula dourada) e em nenhuma mesquita, deixando de aproveitar melhor a região muçulmana na cidade velha, devido à falta de tempo e porque estava muito calor. Bem, esse é um dos motivos pelos quais tenho de voltar lá em breve, rsssss. Mas tente não perder também todas as atrações do local.

No mais, caminhe sem pressa, volte à noite, compre lenços pashmina para você e para presentear, se perca pelas ruas repletas de história e emoção desta linda cidade antiga, afinal, você está em Jerusalém!

GETSÊMANI:

Saindo da cidade velha, mas bem próximo a ela, dirija até o Monte das Oliveiras, onde, em seu início, há a Igreja de Todas as Nações, ou Igreja da Agonia, como conhecida por muitos (Basilica of Agony). Ao seu lado fica o jardim do Getsêmani com oliveiras milenares: local onde Jesus e seus discípulos passaram a noite anterior à crucificação de Cristo. Foi ali que Jesus suou sangue, devido à profundidade de sua angústia (Evangelho de Lucas, 22:44). Este local, o Getsêmani, é tão emocionante que me faltam palavras para descrever o sentimento ao estar ali. Imperdível.

MONTE DAS OLIVEIRAS:

Depois da visita ao Getsêmani e à Igreja de Todas as Nações, subimos o Monte das Oliveiras para conhecermos o Cemitério Judeu que também é um conhecido ponto turístico e para apreciarmos o pôr do sol lá do alto, de onde se avista toda a cidade velha de Jerusalém. Jamais perca o pôr do sol lá do alto do Monte das Oliveiras – simplesmente magnífico!

MUSEU DE ISRAEL:

Foi o único museu que tivemos tempo de visitar e posso afirmar, não deixe de ir! É um museu moderno, bonito, com muitas obras, muita história e o mais incrível: onde estão guardados os Manuscritos do Mar Morto! Os Manuscritos do Mar Morto ficam no Santuário do Livro ali no Museu de Israel. Incrível ver a versão mais antiga de textos bíblicos minuciosamente protegidos. Neste museu também há uma maquete da cidade antiga de Jerusalém na sua parte externa. Ela mostra a cidade como era antes de Cristo, com o templo de Salomão e outros pontos bíblicos intactos. Muito bem feita na proporção 1:50.

Este foi nosso roteiro de o que fazer em Jerusalém em dois dias, mas se você tem outras sugestões de passeios para nos dar, deixe-as nos comentários, afinal, quero muito voltar lá um dia!

Saiba mais sobre Israel com o Viaje Comigo nesta seção completa com posts, vídeos e fotos. E neste post, a Amanda do blog As Viagens de Trintim escreveu sobre um roteiro super interessante de 10 dias por Israel, de norte a sul. E neste post escrevemos a parte 2 da nossa viagem a Israel pela região do Mar Morto e Mar da Galileia. Não deixe de ler!

ONDE FICAR: os hotéis em geral em Jerusalém, não são muito baratos, mas encontramos no Booking o Eden Jerusalém Hotel. É um hotel simples, porém com quartos bem espaçosos e um café da manhã bem legal, com produtos locais. Fica em uma rua tranquila e apesar de não ter estacionamento próprio, deixávamos o carro na rua que era segura.

CLIMA: fomos em abril e, apesar de ser o início da primavera por lá, estava muito quente, principalmente na região do Mar Morto. Portanto, acho que não deve ser muito agradável ir no verão.

COMO SE LOCOMOVER: como alugamos um carro, não tivemos experiência com transporte público. No entanto, acho muito mais confortável e viável alugar um carro como fizemos, pois não ficaríamos apenas em Jerusalém. Assim, ficou fácil se locomover pelo país e mesmo dentro da cidade.

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o que fazer em jerusalém

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5 thoughts to “Israel parte 1 – o que fazer em Jerusalém em 2 dias”

  1. Olá.
    Primeiramente, parabéns pelo post, está me ajudando na definição dos meus roteiros. Estou indo a Israel em dezembro e fiquei na dúvida sobre a questão do aluguel do carro. É necessária a carteira internacional de habilitação, vocês precisaram na ocasião da viagem? Outra coisa: o combustível é muito caro? E os pedágios?
    Muito obrigado!

    1. Olá, boa tarde.

      Primeiro, agradeço seu contato. O blog estará à disposição para esclarecer o que for possível.

      Bom, vou escrever alguns detalhes de minha experiência em Israel, além de responder às dúvidas.

      As rodovias e estradas locais são de ótima qualidade, literalmente padrão primeiro mundo. Não me recordo de ter enfrentado buracos, ausência de sinalização ou outra mazela que aqui estamos acostumados.

      Ao que me lembro, deparei-me com uma única estrada pedagiada, a estrada nacional número 6, que praticamente serve o país de Norte a Sul. A cobrança da tarifa é eletrônica (não há praças de cobrança, com cancelas), de modo que é necessário fazer o acerto com a locadora no momento de entrega do veículo (antes de fazer o check-in, confirme com o atendente que a cobrança será feita na entrega do veículo ou se é necessário contratar antecipadamente a cobrança automática (do tipo sem parar, com um aparelho no carro).

      Sobre o combustível. Sim, é caro. E olhe que viajei para lá quando o dólar tinha cotação bem mais atraente. Garimpando no histórico do meu cartão de credito, encontrei um dos abastecimentos que fiz no Peugeot sedan que eu aluguei por lá: $ 58,00 (cinquenta e oito dólares). À época um dólar estava cerca de R$ 2,21. Não sei quantos litros foram abastecidos, mas só para ter uma ideia.

      Quanto à habilitação para dirigir, aceitaram minha CNH, emitida aqui no Brasil.

      Estamos à disposição e espero ter ajudado!

      Aproveito para convidar você para curtir nossa página no Facebook https://www.facebook.com/mapanamao/, ou se inscrever em nosso blog.

      Abraço.

Oi! Tem alguma dúvida, sugestão, dica ou comentário, deixe aqui para nós e viajemos juntos!

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