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Chiang Mai, Tailândia – o que fazer, quantos dias ficar, onde se hospedar

publicado em: 23/02/2017 atualizado em: 23/02/2017

Vou fazer uma comparação bem besta agora só para poder chegar aonde eu quero: Chiang Mai é tipo uma Bangkok, só que menor, mais ajeitada e mais raiz. Sim, comparação bem besta, porque uma não tem quase nada a ver com a outra! Mas o que eu quero dizer é que boa parte do que tu encontras em Bangkok tu vais encontrar em Chiang Mai: aulas de culinária divertidíssimas, mercados de rua ótimos, lutas de muay thai, muita comida tailandesa, casas de massagens por todo lugar. Só que de forma muito mais concentrada, muito mais fácil de encontrar (e algumas coisas como cursos de culinária parece até que em Chiang Mai há muito mais).

Eu quase te diria que, se só tens tempo para uma dessas duas cidades, que escolhas Chiang Mai. Mas eu não vou dizer porque Bangkok tem alguns dos meus passeios preferidos, como o mercado flutuante e o do trem (não duvido que perto de Chiang Mai também tenha, mas não ouvi falar), além dos rooftops. Além disso, observar a loucura de Bangkok e a sua parte tão urbana em Silom e Siam é quase obrigatório.

Mas esse post é sobre Chiang Mai, então vamos a ela! Ah, antes, uma dica: faça de tudo para visitar primeiro Bangkok e depois Chiang Mai. Bangkok é incrível, mas é muito caótica, contrastando bastante com Chiang Mai. O baque de visitar primeiro Chiang Mai e depois Bangkok pode ser bem grande, haha. Então dando de cara com Bangkok de primeira, já vendo tudo o que dá para ver de louco na capital, Chiang Mai se torna mais legal ainda.

Leia também: Primeiras percepções sobre Bangkok
Leia também: Aula de culinária tailandesa em Bangkok – muita comida e muita risada

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A turística Chiang Mai é concentrada dentro dos muros que limitam a old city. Na verdade, a maior parte dos muros não existe mais – eles se resumem a algumas ruínas e a alguns portões. E a old city, devo avisar, não tem muito de old, hehe – não espere por prédios históricos ou algo do tipo. Ainda assim, que bênção esse limite da old city! Pode-se encontrar praticamente tudo dentro dela.

Chiang Mai foi paixão à primeira vista. Confesso, quando estava planejando minha viagem para lá, pensei “tô indo lá porque dizem que é legal. Não sei se vou mesmo gostar tanto assim”. Ledo engano! Chiang Mai é charmosa, com muitas ruas em labirinto (não há quadras bem certinhas na old city, e euzinha aqui me perdi algumas vezes, e em outras, após andar, andar e andar, voltava para o mesmo ponto haha).

Nas ruazinhas, muiiiitos restaurantes e bares incríveis! Caminhadas nunca se tornam cansativas ou enjoativas. Além disso, ao redor da old city há um canal (que provavelmente ajudava no isolamento da cidade no passado) e, junto desse canal, calçadões convidativos a caminhadas.

Chiang Mai também é um paraíso para quem gosta de templos: não é preciso nem procurá-los, porque praticamente toda quadra tem um, haha. Bom, vamos descobrir o que Chiang Mai tem para fazer?

Quanto tempo ficar em Chiang Mai

Eu não sabia antes, mas quando cheguei lá me dei conta de que Chiang Mai é uma ótima base para explorar a região. Eu recomendaria no mínimo dois dias inteiros: em uma manhã se faz algum passeio para um santuário de elefantes, enquanto no resto do tempo se conhece a cidade.

Se não quiser fazer o passeio com elefantes, um dia e meio já é suficiente. Mas isso eu digo para conhecer a cidade em si! Qualquer passeio ou programa que quiser fazer a mais (como uma aula de culinária), vá adicionando tempo na estada.

Eu recomendo que tu dês uma boa olhada em sites de turismo de Chiang Mai para ver quais passeios pela região te agradam. Também dê uma procurada por passeios na região de Chiang Mai em alguns blogs antes de contratar para saber quais passeios são cilada ou não.

Há muitos passeios legais! Eu fiz, além da ida ao santuário de elefantes, um passeio com rafting que merece um post só para ele. Mas já vou deixar aqui recomendada a agência com a qual fiz, a Travel Hub, que foi recomendação da Viajadora.

Não vejo necessidade de reservar os passeios com muita antecedência.
Dá tranquilo para reservar quando chegares lá. Há passeios de vários tipos, como as visitas às famosas tribos de mulheres girafa, ao triângulo de ouro (fronteira entre Myanmar, Laos e Tailândia) e trekkings que duram dias. Quanto aos programas extras, como assistir a uma luta de muay thai ou fazer uma aula de culinária, dá para escolher entre Bangkok e Chiang Mai.

O que fazer em Chiang Mai

Wat Phrathat Doi Suthep

Esse é o templo mais famoso da cidade. Conta-se que o rei queria guardar uma relíquia e não sabia onde. Colocou, então, a relíquia nas costas de um elefante, que subiu até esse morro e lá morreu. Por isso a escolha do lugar para a construção do templo, no alto de um morro.

O templo é acessível de duas formas – pela escada de 300 degraus (bem de boa. É só dar aquela paradinha no meio fingindo que tá tirando foto para evitar morte súbita – brincadeira, é de boa mesmo, se eu consegui tu consegues) ou por um elevador pago (não conferi o preço).

A entrada do templo custa 30 baht. Não esqueça de cobrir ombros e joelhos para poder entrar no templo – lá eles cobram 20 baht para emprestar um pano para amarrar em volta da cintura.

Além do templo, há uma bela vista da cidade.
Caminhei com bastante calma por lá, parei para um sorvete, e não levei mais do que 1 hora e meia por lá.

No pé da escadaria há algumas lojas.
Não cheguei a conferir o preço de nada, mas acredito que não sejam muito interessantes, haha.

Como chegar ao Wat Phrathat Doi Suthep

 

Para chegar lá, precisas pegar o meio de transporte mais usado na cidade: pau de arara. É uma caminhonete comum com bancos na caçamba. Divertido e irritante ao mesmo tempo por conta do vento. Há várias caminhonetes circulando pela cidade com um “Doi Suthep” escrito nelas. É só parar uma delas que ela vai te levar lá.

O problema é que muitas vezes elas estão vazias, então, a não ser que estejas em um grupo grande, o valor vai sair muito caro, porque vão te cobrar o valor cheio da viagem (o que seria dividido na lotação da caminhonete).

Então, eu recomendo ir até um ponto fixo de saída dessas caminhonetes, já que lá eles esperam a caminhonete lotar e te pedem um preço fixo (eu paguei 50 baht para ir e 60 para voltar). Na volta, ela deixou no mesmo ponto de saída. Imagino que existam vários pontos assim pela cidade, mas eu peguei na Manepparat Road, bem atrás do Chang Phuak Gate, na esquina

. Chegando lá, o motorista vai tentar te empurrar um passeio maior, que leva a mais dois lugares. Se quiser ir só mesmo ao Doi Suthep, é só dizer não e pagar os 50 baht. Ele vai te colocar numa fila até encher a caminhonete. Enche rápido.

A ida até o lugar levou cerca de 40 minutos. A estrada para chegar até lá é extremamente sinuosa. Estômagos mais sensíveis podem incomodar, então leva um anti-enjoo por precaução. Os caras não perdoam nas curvas.

Mas uma coisa que eu aprendi na Tailândia é: relaxa e dança conforme a música deles. Se for se estressar por conta da irresponsabilidade dos motoristas, não vai curtir o lugar, porque todos são assim. Então ria bastante da loucura deles e aproveita a paisagem!

 

Curtindo a vista da caçamba da caminhonete (é sério, a vista é ótima)


Para voltar,
as caminhonetes costumam ficar no pé da escadaria e é só entrar na fila para pegar uma delas.

Sunday market de Chiang Mai:

Chiang Mai, como toda cidade tailandesa que se preze, tem muitos, muitos mercados. Eu não fui a todos, óbvio haha! Mas fui em um dos mais famosos, que é o mercado de domingo! Se eu puder te dar uma dica, é: tente mexer no teu roteiro de forma que estejas em Chiang Mai no domingo! Vale a pena! O mercado é enorme (toma várias ruas), lindo e, apesar de turístico, tem preços ótimos!

Além disso, várias barracas entram nos terrenos de alguns templos, deixando o mercado mais legal ainda. Há muita coisa legal de decoração para comprar, souvenirs, comidinhas… Mas um aviso: o mercado é super lotado, então veste a paciência e leva ela contigo, porque se for se irritar com a multidão, é programa de índio haha. Comece o passeio pelo mercado pela Rachadamnoem Road.


Min Muang (Somphet) Market:

Eu particularmente amei esse mercado por um motivo: ele é o paraíso para quem quer preparar comida tailandesa! Depois de ter feito a aula de culinária thai, tô querendo repetir tudo no Brasil, haha. Esse mercado concentra vários dos ingredientes que são necessários para cozinhar, como temperos, folhas, pasta de tamarindo, óleos… Fiquei bem feliz. E com preços ótimos!

Dica: as barracas mais do fundo têm preços melhores, haha. É legal fazer uma visita ao mercado até para trazer presentinhos – há kits com vários temperinhos, e quem não gostaria de ganhar um kit desses? Muita coisa não se encontra mesmo no Brasil! Fica na Moon Muang Road Lane 6.

Das cenas mais lindas da Tailândia: comida sendo preparada e vendida na rua!

 

Alô Anvisa, abre uma exceção e deixa eu levar uma mala disso tudo para o Brasil?? Hahah

 

Nong Buak Haad Public Park:

Estava eu de boa pedalando quando descobri um parque muito, muito bonito. Infelizmente não se encontram tantas áreas verdes nas cidades tailandesas, mas, quando se encontra, é coisa boa haha! O parque é bem pequeno, mas é lindo, muito convidativo a um piquenique ou a uma soneca no gramado (a essa altura da minha estada por aqui, na verdade, qualquer lugar plano para mim parece convidativo a uma soneca haha). Vale a visita.

Alugar uma bike:

Eu sou fã de conhecer as cidades de bike. E, em Chiang Mai, essa é uma das formas mais legais de conhecer a cidade! Em vários lugares da cidade há aluguel de bike por preços muito bons. Eu aluguei a minha por 50 baht por 24 horas, haha. Claro que a qualidade é bem duvidosa – mas a bike andava e tinha até freio, haha! Teste ela antes, porque realmente o estado é bem ruim, mas quebra o galho.

Outra coisa que dá para alugar são motos – e qualquer um aluga, sem precisar comprovar nada – mas aí eu não recomendo meeeesmo, haha! Qualquer tombo pode estragar o passeio. Eu aluguei a minha no The Corner Restaurant, que fica na Ratmakka Road, esquina com a Mun Mueang Road. A bike veio com cadeado e foi feito um depósito de 1000 baht, que foram devolvidos quando devolvi a bicicleta. Bem tranquilo.

Lugar onde aluguei minha bike. O preço compensa a baixa qualidade, haha


Quando pegar a bike, é só sair desbravando as ruazinhas fofas!
Eu andei também no limite dos muros, do lado do canal que limita a old city. Se for fã de templos, faça um roteiro antes no mapa que passe por vários. Os meus preferidos foram o Wat Phan Tao e o Wat Rajamontean.


Onde ficar em Chiang Mai:


Acho imprescindível ficar dentro da old city ou bem próximo dela
. Há muitas e ótimas opções de hospedagem para todos os gostos e bolsos por lá – desde hostels a 100 baht a diária (meu caso, haha! Vou fazer um post específico sobre o meu hostel) a hotéis de redes famosas como o Le Meridien.

Eu recomendo em específico a região onde eu fiquei – me pareceu que era uma das mais legais da old city! Além disso, ficava bem perto de atrações ótimas como o Sunday Night Market e outros mercados. E a segurança, nota 1000. Nunca dá para descuidar, mas em nenhum momento senti medo, mesmo andando sozinha e de noite.

Bom, eu fiquei na região do Tha Phae Gate. Ficar por ali, dentro da cidade velha (ou fora dela, mas próximo do portão) é sucesso! A região da Tha Phae Road é muito legal também. A opção de restaurantes e bares por essa região é incrível! Nesse link dá para conferir as opções de acomodações da cidade.

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Ainda virão mais alguns posts sobre a cidade, como sobre o trem noturno que usei para chegar até lá, sobre o hostel onde fiquei, sobre os passeios que fiz… Acompanha a gente para não perder!

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Eu sou o Dilamar, Bacharel em Direito, viajante nas horas vagas e não vagas. Sou admirador de viagens rodoviárias, principalmente aquelas bem longas e focadas em regiões montanhosas. E também sou ciclista amador e apaixonado por motos.

Eu sou a Letícia, tenho 14 anos e sou estudante. Gosto muito de pintar quadros, escrever poemas, ler e, principalmente, viajar. Para mim, o mundo é o meu quintal.

Eu sou a Ester. Tenho 26 anos e sou estudante de medicina. Moro em Floripa, sou apaixonada por Paris e frequentadora assídua de São Paulo, mas com os pés sempre em Criciúma, minha cidade natal. Amo sair do lugar, seja por poucos metros ou por muitos quilômetros, e de todas as formas possíveis. Das mais confortáveis viagens de trem às mais insanas viagens de carro. Conhecer o desconhecido me fascina! Viajar é minha maior paixão, mas devo arriscar dizer que sou quase tão apaixonada por montar os roteiros antes de viajar quanto pela viagem em si!

Olá, eu sou a Michela, Bacharela em Direito, pós graduada em Direito Constitucional, colecionadora de ímãs e de viagens. Conheci mais de 20 países, aliás, muito mais do que um dia imaginei conseguir, e vários recantos escondidos bem aqui pertinho de mim. Se canso? Jamais. Isso só aguça ainda mais meu desejo de percorrer este mundão. O que mais amo? Deus, minha família e viajar, claro.