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Como se localizar em Brasília – o que eu achei da capital do Brasil

publicado em: 03/08/2017 atualizado em: 23/10/2018

Porque eu queria ir a Brasília – onde tudo começou:

Uma aula de história. Sim. Sei que parece comum. “Ah, ela ouviu sobre a história de Brasília e desejou conhecer a cidade. Quem nunca?”. Mas eu não quis conhecer a cidade para ver o mais comum, os monumentos. Não, não. Foi por um motivo diferente.

Eu estava no terceiro ano do ensino fundamental. Estávamos naquela época em que História e Geografia é uma matéria só, e o assunto era Brasília.

Começamos a aprender sobre a história daquela cidade, e como naquela época eu ainda não nutria a minha paixão sobre história, não me lembro de nada daquela aula. Quer dizer, me lembro de uma coisinha, sim.

Quando a professora nos explicou sobre a cidade, ela mencionou que Brasília era uma cidade planejada em forma de avião. Ela nos contou que existia a asa sul e a asa norte, e onde ficam os “passageiros” no avião, ficam os monumentos. Ela também nos contou que, em Brasília, cada quadra era planejada. Uma era de casas, outra de mercados, outra de restaurantes…

Aquilo me marcou. Não é toda cidade que é assim! (Aliás, desculpem, mas não conheço nenhuma outra. Ponto para Brasília!) Esqueça os monumentos e a história, vamos ver as quadras de Brasília!

Não me lembro se eu contei sobre minha vontade aos meus pais naquela época, mas desde que me entendo por gente, eles sabem deste sonho.

É claro que, como todo sonho meu, todos vão a Brasília e eu não :(. Minha irmã, minha mãe e minha tia foram a Brasília. Não posso reclamar muito,  afinal, minha mãe foi a trabalho (ainda que duas vezes) e minha irmã e minha tia foram com a faculdade.

Só faltava o meu pai mesmo ir, e acho que eu diria “chega!” se ele fosse e eu não, mas então minha mãe apareceu com uma ideia.

Brasília de carro! A mais nova jornada do Mapa na Mão! Férias de julho, vamos fugir um pouco do friozinho do sul! Arrumem suas malas!

Pois é. Fizemos a viagem e posso dizer que foi o máximo! Mas só digo isso mesmo, o resto você vai ter que ler!

O que achei de Brasília

Vou ser sincera. Mesmo com todos os defeitos aparentes, eu AMEI Brasília! Claro, minha opinião, minha opinião. Não viaje a Brasília só porque eu disse que é top. Vou te dar alguns itens, altos e baixos, sobre o que achei de Brasília. Depois você decide e me conta.

Mas, para não perder o costume, primeiro as boas notícias!

1. SUPER ORGANIZADA:

Brasília não me decepcionou neste quesito. Claro, não era TUDO como eu tinha imaginado. Não existe uma quadra pra cada coisa especificamente. Mas, ainda assim, é organizada.

Achei a cidade dos sonhos para os perfeccionistas, minha gente!

O Eixo Monumental é formado no sentido leste-oeste. Vou facilitar: onde ficariam os “passageiros” do avião. Nele estão a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos Três Poderes, a Torre da TV e o Complexo Poliesportivo Ayrton Senna, ou seja, os monumentos. Alguma semelhança com o nome? Acho que não, hein?

O Eixo Rodoviário é o sentido norte-sul, ou as “asas” do avião. Também faz parte a Rodoviária. Na Asa Sul e na Asa Norte, há as superquadras residenciais (e eu digo super porque elas são grandes pra caramba! :0), as quadras comerciais e as quadras de lazer e diversão.

A organização pode não fazer muito sentido pra você agora, mas eu explico melhor no próximo item.

2. FÁCIL DE SE ACHAR – COMO SE LOCALIZAR EM BRASÍLIA:

Encontre a SQS 215. Se você conhece a cidade, você acha. Mesmo que nunca tenha passado perto deste endereço. Vou explicar.

As siglas indicam qual parte de Brasília você está direcionado a encontrar. SQ quer dizer superquadra residencial, e o S quer dizer que fica na Asa Sul. Parece fácil, não? Da mesma forma, SQN é Superquadra Residencial Norte! Existe também a SQSW, que é Superquadra Residencial Sudoeste, que fica perto do Memorial JK.

Abaixo, as siglas de Brasília:

CL: Comércio Local.

Toda quadra tem o comércio local, com lojas, farmácias, mercados, restaurantes, padarias e essas coisas. Devo dizer, você não vai encontrar grandes estabelecimentos no comércio local, é mais coisa pequena mesmo.

Da mesma forma da SQ, existe o CLS, CLN e CLSW. A diferença é que o CLSW fica em uma avenida que divide as quadras de 100 e 300.

EQ: Entrequadra

O que são entrequadras? São áreas verdes entre as quadras! Faz sentido, não faz? Há apenas EQS e EQN.

SAI: Setor de Áreas Isoladas

O nome já diz por si só. Áreas Isoladas. Ficam nos extremos das asas, então você deve imaginar que só há SAIN e SAIS.

No SAIN, na Asa Norte, é onde fica o camping de Brasília, e no SAIS, a Sociedade Hípica de Brasília.

SB: Setor Bancário

Não vou falar que é onde ficam os bancos, que você vai me falar: “não diga, Letícia! Eu pensei que era a área de superquadras!” Brincadeiras à parte, vou contar uma curiosidade nova: ali ficam os bancos, como o Banco Central! Tudo bem, tudo bem.

Há o SBN, onde ficam a Administração de Brasília, a Confederação Nacional do Comércio e a sede dos Correios, e o SBS, onde ficam as sedes do Banco Central e da Caixa Econômica Federal.

SA: Setor de Autarquias

De novo, há o SAN e o SAS, cada um na área central de sua respectiva asa.

SH: Setor Hoteleiro

Onde ficam os hotéis! Quando ficamos em Brasília, nos hospedamos no Hotel Allia, que você pode conferir aqui o post sobre ele com todos os detalhes. Este hotel, assim como muitos outros, fica no Setor Hoteleiro.

O Setor Hoteleiro fica perto da Torre de TV, que é um ponto turístico com uma vista incrível, não deixe de visitar.

Do lado do SHN, fica o Brasília Shopping, e do lado do SHS está o shopping Pátio Brasil.

SC: Setor Comercial

Santa Catarina, eeeeeee! Mentira, na verdade este é o Setor Comercial.

O SCN fica ao lado do Hospital Regional da Asa Norte e nele ficam o Brasília Shopping e o Shopping ID. Já o SCS fica ao lado do Hospital de Base e nele fica a Estação Galeria dos Estados, do Metrô.

SRT: Setor de Rádio e Televisão

Se você quer conhecer as suas redes de TV e rádio favoritas, vá até lá!

No SRTN tem a TV Globo, o edifício Rádio Center e a rádio Transamérica. Já no SRTS ficam a Record e o escritório da agência RBS.

Note: esse setor fica ao lado do Setor Comercial, então é bem fácil de se achar.

SD: Setor de Diversões

Fica ao lado da Rodoviária. No SDN fica o Conjunto Nacional, e no SDS, o Conic.

SGA: Setor de Grandes Áreas

Este setor fica na parte leste do avião, então, na verdade, SGAN fica na zona leste-norte e SGAS, na área leste-sul.

No SGAS, funciona a Escola de Música de Brasília.

SHL: Setor Hospitalar Local

Fica no final das asas, ou seja, se você estiver enfartando e morar perto do centro, corre com o carro meu amigo, hahahahaha!

Nele tem clínicas e hospitais particulares, e há o SHLN e o SHLS.

SMH: Setor Médico-Hospitalar

Fica ao lado do setor comercial. Sinceramente, não entendo porque não juntar o Setor Hospitalar Local com o Setor Médico-Hospitalar. Vamos só concordar.

No SMHN fica o Hospital Regional da Asa Norte e a Fundação Hemocentro de Brasília. Já no SMHS, temos o Hospital de Base e o Hospital Sara Kubitscheck que, para quem não sabe, foi a esposa de Juscelino Kubitscheck.

SMU: Setor Militar Urbano

Não, não é SAMU. É o Setor Militar Urbano, que fica ao lado da Igreja Rainha da Paz e perto da Rodoferroviária. Não existe SMUS ou SMUN, somente o SMU mesmo. É onde ficam os quartéis do Exército e as moradias de oficiais.

(Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/04/nao-entende-enderecos-em-brasilia-g1-decifra-sopa-de-letrinhas-veja.html)

Agora, sobre a numeração das quadras para você se localizar em Brasília:

A Asa Sul e a Asa Norte são compostas por centenas de 100 a 700 e dezenas de 1 a 16. Ex: quadras 105, 412, 316. As quadras existem em números iguais em cada asa, então, preste atenção na última letra da sigla, ou vai se deparar com dois endereços em seu GPS. A fileira de quadras vai sempre começar com uma centena + 16 (Ex: 216) e vai decrescendo as dezenas até chegar no 1. Observe o mapa para entender melhor.

As quadras com o primeiro número ímpar (100, 300…) ficam na parte Oeste do avião, e as com o primeiro número par (200, 400…), na parte Leste.

Eu sei, eu sei. Parece difícil, e na prática é mesmo. Mas, veja bem: Se alguém te der um endereço, como por exemplo SQS 212, você já tem ideia de onde é. Sabe que fica na Asa Sul, e que fica na parte Leste do avião. Enquanto que, se alguém lhe desse um endereço em alguma outra cidade qualquer, você não faria ideia de onde fica e necessitaria pesquisar antes. Ponto para Brasília!

3. PONTOS TURÍSTICOS GRÁTIS:

Pelo menos, a maioria. Os três poderes, por exemplo, contam com uma visita guiada grátis em cada um dos prédios. Mas, cuidado! É melhor agendar no site antes, ou pode não ter vaga no seu dia.

Gostei muito disso. Quem mantém estes prédios é o governo, e nada melhor que deixá-los gratuitos e acessíveis a todos! Mas, nem tudo é um mar de rosas. Alguns pontos, como o Memorial JK, exigem uma taxinha de visitação (no Memorial JK era de R$10,00).

Sem falar que, apesar de gratuitos, são muito bem cuidados e a visita é muito interessante! Alguns contam até com maquetes para deficientes visuais, como o Congresso Nacional, e visitas guiadas em inglês! Mas, não se esqueça de agendar a sua no site, especialmente se for em inglês.

A mão amou a visita ao Itamaraty e já escreveu tudinho neste post.

4.  SEM MUITO ESPAÇO PARA O PEDESTRE:

Chegamos à parte ruim da história. Brasília pode ser a cidade maravilhosa, mas com certeza tem seus defeitos. Um que eu notei, e meu pai também, foi que Brasília não tem muito espaço para o pedestre, especialmente no Eixo Monumental. Sim. Você leu especialmente.

Justamente onde era para se ter o devido espaço, não tem. Notamos: não há muitas faixas e, especialmente no Eixo Histórico, não há muitas calçadas. Sem falar no transporte público, que não funciona como deveria. Quando minha mãe foi a Brasília, ela ficou esperando uma hora por um ônibus no ponto, e ele não chegou. Nem sabemos quanto tempo mais ela ficaria esperando, pois nem ônibus ela pegou.

Eu sei que Brasília deveria ser o exemplo para toda nação, mas neste quesito não é. Na verdade, me decepcionou bastante.

Sem falar que é tudo longe. Se você quiser sair do Setor Hoteleiro e ir buscar um mercado maior do que o da sua vizinhança, pegue o carro, meu amigo! Uma dica: perto do Setor Hoteleiro, tem um McDonald’s, e pra ir nele você nem precisa pegar o carro!

5. MUITOS RADARES:

Muito bem, se você for de carro, como a gente, e decidir andar com ele por Brasília, cuidado com os radares!

Não estou exagerando. Os radares em Brasília são muito comuns, até demais! Então, sugiro que nunca ultrapasse a velocidade permitida, ou pode voltar com uma surpresinha desagradável da viagem.

Conclusão:

O que eu achei de Brasília, no geral? Achei uma cidade muito legal. Os pontos turísticos são muito interessantes, e em todos você aprende um pouco da história de Brasília, especialmente no Memorial JK.

É claro, como todas as cidades do planeta, Brasília tem os seus defeitos, mas não deixe de visitá-la!

Onde se hospedar em Brasília:

Aqui fizemos uma seleção de hotéis ordenada pelas principais escolhas do site. Porém, logo no início, antes dos hotéis, podes escolher outros filtros como preço mais baixo primeiro, distância do centro da cidade, estrelas, e outros. Na coluna laranja à esquerda, preencha os campos com a data da entrada e da saída, o número de quartos, de adultos e crianças e clique em pesquisar. Só depois escolha o filtro que mais te agrada. Escolha teu hotel clicando nele e finalize a reserva.

E caso queiras se hospedar onde nos hospedamos, no Allia Gran Hotel Brasília Suítes, hotel com ótima localização e conforto, basta clicar aqui ou reservar pelo Booking aqui.

Gostou de saber como se localizar em Brasília? Não deixe de ler também:

Visita Guiada ao Palácio do Itamaraty – ganhou meu coração

Memorial JK – um misto de história, beleza, memória e organização

Onde ficar em Brasília – Allia Gran Hotel Brasília Suítes

Onde comer em Brasília – La Chaumière, um restaurante francês delicioso

O que fazer em Brasília – nosso roteiro de 4 dias

Vale da Lua na Chapada dos Veadeiros – inexplicável

 

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Eu sou o Dilamar, Bacharel em Direito, viajante nas horas vagas e não vagas. Sou admirador de viagens rodoviárias, principalmente aquelas bem longas e focadas em regiões montanhosas. E também sou ciclista amador e apaixonado por motos.

Eu sou a Letícia, tenho 14 anos e sou estudante. Gosto muito de pintar quadros, escrever poemas, ler e, principalmente, viajar. Para mim, o mundo é o meu quintal.

Eu sou a Ester. Tenho 26 anos e sou estudante de medicina. Moro em Floripa, sou apaixonada por Paris e frequentadora assídua de São Paulo, mas com os pés sempre em Criciúma, minha cidade natal. Amo sair do lugar, seja por poucos metros ou por muitos quilômetros, e de todas as formas possíveis. Das mais confortáveis viagens de trem às mais insanas viagens de carro. Conhecer o desconhecido me fascina! Viajar é minha maior paixão, mas devo arriscar dizer que sou quase tão apaixonada por montar os roteiros antes de viajar quanto pela viagem em si!

Olá, eu sou a Michela, Bacharela em Direito, pós graduada em Direito Constitucional, colecionadora de ímãs e de viagens. Conheci mais de 20 países, aliás, muito mais do que um dia imaginei conseguir, e vários recantos escondidos bem aqui pertinho de mim. Se canso? Jamais. Isso só aguça ainda mais meu desejo de percorrer este mundão. O que mais amo? Deus, minha família e viajar, claro.