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Minha história de viagem: São Paulo – SP

publicado em: 17/01/2022 atualizado em: 19/01/2022

Eu quero te contar as minhas histórias de viagem. Os sonhos, as decepções, os perrengues, tudo o que guardo no meu coração.

E hoje quero te contar o meu caso com São Paulo. E caso tu tenhas alguma história de viagem também, de São Paulo ou de outro lugar, me conta nos comentários! Ou então, publique no Instagram com a hashtag #minhahistoriadeviagem – vou amar conhecer também as tuas histórias.

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Minha história com São Paulo

Sabe, quando eu era criança, eu ouvia muitas histórias sobre São Paulo. No meu imaginário, de menina que vivia em uma cidade relativamente pequena, na época, aquela enorme cidade era surreal.

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Como seria conhecer a maior cidade do Brasil? Como seria conhecer uma das maiores cidades do mundo? Na minha cabeça, deveria ser surpreendente e assustador, muito assustador.

Seria feia? Somente prédios? E as ruas? As lojas, mercados, museus, seriam todos gigantes? Tantas perguntas iam crescendo e crescendo. Ai minha nossa, quando eu iria responder a tudo isso?

Eis que por volta dos meus 12 anos surgiu uma fagulha de esperança. Meu pai havia falido e passou a comprar produtos em São Paulo para revenda na minha região. Ele viajava com frequência para lá e sempre trazia para mim e para meus dois irmãos um ônibus de papelão cheio de bala que ele ganhava da empresa de ônibus Pluma, hehehehe.

Então levou meu irmão para dar a ele esta experiência. Ele é quatro anos mais velho que eu e devia estar com 16 anos, já poderia até ajudar o pai.

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São Paulo

Viajaram os dois e no retorno, eu quis saber de tudo. Meu irmão disse que nunca tinha visto tanta gente atravessando a rua na vida! E aqueles prédios? E o metrô? Ele viu um filme com o pai no cinema, no centro da cidade. Nossa, eu passei a sonhar com tudo aquilo e também com o metrô, nunca nem tinha visto um…

Então, no meio daquela conversa veio a promessa: quando tu estiveres mais grandinha, talvez com 15 ou 16, será a tua vez. Vou te levar a São Paulo. E aí vieram já as recomendações que ele tinha dado ao meu irmão, heheheheh, o pai gostava muito de dar recomendações.

_ Mas olha, tem que ficar sempre perto do pai, prestar muita atenção nas pessoas e na quantidade de pessoas para não se perder. Caso se perca, temos que marcar um ponto de encontro, por isso, tem que andar prestando atenção nos prédios e ruas para ir gravando o caminho, etc, etc, etc.

Neste momento, a minha curiosidade ficou ainda mais aguçada. Ah não, eu teria de esperar ainda alguns anos. Mas o pior aconteceria. Antes de chegar a minha vez, o pai parou de trazer mercadorias de São Paulo, parou de viajar para lá. Puxa.

Mas minha vontade não morreu não. Um dia eu iria.

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avenida paulista

Bem, com 15 anos engravidei da Ester, a primogênita. A viagem teria de esperar mais porque a situação apertou muito. Mas o marido, para sobrevivermos, passou a viajar de caminhão. Sim, no nosso início de vida, o marido foi caminhoneiro por alguns meses. E frequentemente eu ia com ele, e a maioria das viagens era para São Paulo. Ele levava pisos cerâmicos e outros produtos para lojas de lá.

Mas olha só, a gente somente passava pelas rodovias principais de entrada e saída, as marginais, se dirigia até o galpão para descarregar a mercadoria e voltava embora. Claro que eu não consegui conhecer São Paulo, ou talvez tenha apenas visto uma parte não muito agradável da cidade e ficado com má impressão. E confesso que essas viagens eram tristes para mim, foi um período da vida que não gosto de lembrar. Tenho vontade de chorar.

E mesmo assim, algumas coisas me chamavam atenção daquela janela do caminhão. Quantas placas luminosas grandes pela rodovia! Na minha cidade ainda não havia disso não. Lembro-me até de uma sequência enorme de placas da Cica, hahahahaha, do extrato de tomate do elefante. Agora vou te contar uma coisa e tu promete não rir de mim?

Eu falava para o marido: eu quero passar por um congestionamento! Que chique! É que eu via na TV, hahahahah. Um dia pegamos um e eu vibrei dentro do caminhão. O marido falou: não pode ser certa da cabeça essa minha mulher.

pastel bairro liberdade

Alguns anos depois, nós já empregados, a Teca um pouco crescidinha, meu irmão se mudou para o interior de São Paulo. Passamos a visitá-lo e passando pela capital, mas de novo, bem de passagem. Ai minha nossa, quando eu iria conhecer melhor este lugar? E o metrô? ahahahah

Então, continuei sem realizar o sonho antigo de conhecer aquela gigante mais a fundo.

Aí um dia, anos mais tarde, por volta aí de 2007, fomos eu e o marido no Salão do Automóvel e consegui, enfim, conhecer um pouco a metrópole sonhada. Sim, vi muita gente atravessando as ruas nos cruzamentos com semáforos, nossa, e quanta gente! E a quantidade de ser humano na 25 de Março? hehehehehe. Os prédios, os parques, o Ibirapuera, que gigante minha gente! Sim, claro, andei de metrô, mas havia andado pela primeira vez um ano antes, em Santiago.

A viagem foi curta. O Ibirapuera, o Mercado Público, o centro da cidade ficaram na lista de atrações queridinhas para mim. Mas eu não estava satisfeita. Queria conhecer muito mais.

Estivemos tempo depois no São Duas Rodas, mais uma vez na cidade para mais um ou dois dias e eis que a filha Ester se mudou para lá. Bom, agora acabamos indo com mais frequência e posso dizer que conheço um pouco melhor esta capital pulsante. Já fiz até feira duas vezes para a filha e o genro na feira de rua que há perto da casa deles!

Ano passado levei a mãe para passear comigo e visitar a neta. Ela precisa sair um pouco. Foi muito gostoso.

Ibiraquera

Amo o centro histórico, amo o Ibirapuera, o Parque da Independência, o Mercado Público, a Av. Paulista, o Viaduto Santa Ifigênia, a Oscar Freire. Lembro de quando vibrei ao conhecer, finalmente, o Eataly. Eu parecia criança, hehehehe, sou empolgada mesmo, desculpa aí.

Hoje posso dizer que realizei o sonho de criança. Sim, ela é surpreendente e assustadora. Empolgante e gigantesca. Há de tudo e para todos os gostos. É incrível. Ainda conhecerei outros cantinhos, porque acho que dá para viver uma vida e não conhecê-la por inteiro. E isso também é fascinante, né? Nunca me cansarei.

viaduto santa Ifigênia

Ó aí a filha no Santa Ifigênia. Lindo né?

Marido já falou em ir ao menos em duas datas neste ano. Vamos lá! Sampa nunca é demais e é demais.

Obrigada, pai, porque mesmo não tendo dado tempo de conhecer São Paulo com o pai, muito desta minha empolgação e deste pé de vento que tenho eu devo ao pai, que sempre gostou de conhecer lugares diferentes e sempre passou essa vontade para mim, ainda que com as histórias contadas e com as recomendações prévias. Não conseguimos conhecer vários lugares que estavam na lista, mas um dia viajaremos sem nunca mais parar. É só aguardar Jesus voltar.

E me conta nos comentários: quais foram os teus sonhos de infância? Já realizou algum? Quais sonhos ainda estão aí na lista?

Abraço!

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Michela
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Eu sou o Dilamar, Bacharel em Direito, viajante nas horas vagas e não vagas. Sou admirador de viagens rodoviárias, principalmente aquelas bem longas e focadas em regiões montanhosas. E também sou ciclista amador e apaixonado por motos.

Eu sou a Letícia, tenho 16 anos e estou no terceiro ano do ensino médio. Gosto muito de ler, desenhar, pesquisar e, é claro, viajar. Quando viajo, procuro sempre conhecer a história do local. Ser fascinada por esse aspecto explica o meu grande sonho: visitar o Egito e conhecer um pouco mais dessa civilização antiga.

Eu sou a Ester. Tenho 28 anos e sou médica. Moro em Florianópolis, sou apaixonada por Paris e frequentadora assídua de São Paulo, mas com os pés sempre em Criciúma, minha cidade natal. Amo sair do lugar, seja por poucos metros ou por muitos quilômetros, e de todas as formas possíveis. Das mais confortáveis viagens de trem às mais insanas viagens de carro. Conhecer o desconhecido me fascina! Viajar é minha maior paixão, mas devo arriscar dizer que sou quase tão apaixonada por montar os roteiros antes de viajar quanto pela viagem em si!

Olá, eu sou a Michela, Bacharela em Direito, pós graduada em Direito Constitucional, colecionadora de ímãs e de viagens. Conheci mais de 20 países, aliás, muito mais do que um dia imaginei conseguir, e vários recantos escondidos bem aqui pertinho de mim. Se canso? Jamais. Isso só aguça ainda mais meu desejo de percorrer este mundão. O que mais amo? Deus, minha família e viajar, claro.