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Palácio Cruz e Souza, no centro de Floripa – contando a história de SC

publicado em: 28/11/2017 atualizado em: 28/11/2017

Notou que o nosso Brasil tem aparecido cada vez mais aqui no blog?
Por dois motivos: porque a grana tá curta e viagem pro exterior agora só ano que vem (e por aí, como tá a situação? Haha) e porque tô cada vez mais descobrindo a delícia que é viajar no meu próprio país. Conhecer a história alheia é muito interessante, mas conhecer a minha, ver porque as coisas são como são, entender de onde eu vim… É de marear os olhos, não acha? Te desafio a correr mais atrás da nossa história. O resultado pode ser surpreendente!

Bom, quando eu era bem pequena (3 para 4 anos), meu pai foi a Floripa a trabalho e minha mãe e eu fomos junto, só que a turismo mesmo haha e, naquela ocasião, visitamos o Palácio Cruz e Souza. Mas, apesar de eu me recordar de vários detalhes dessa viagem (sempre amei ir até Floripa!), não me recordo da visita a esse Palácio!

Então, alguns (poucos, na verdade) anos atrás eu estava na região da Praça XV (que é uma região que eu quase não frequento, confesso) e vi esse casarão lindo e rosado. Fiquei de cara de não fazer ideia do que se tratava, óbvio. E, na última semana, consegui finalmente fazer minha visita ao Museu Histórico de Santa Catarina, que fica no Palácio Cruz e Souza!

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catedral floripa

Vista da Catedral Metropolitana de Floripa de dentro do Palácio

Não se sabe a data exata da construção do Palácio Cruz e Souza. O que se sabe é que há rascunhos do prédio que datam já do século XVIII. O Palácio já teve várias funções, sempre em torno de sede de governo: foi pensado para ser Casa de Governo da Capitania da Ilha de Santa Catarina (para quem não sabe, o nome da ilha onde Florianópolis tem boa parte do seu território – porque Floripa também tem terras no continente! – é Ilha de Santa Catarina).


Já chegou até a ser sede do governo de um país!
A Revolta Federalista, que iniciou no Rio Grande do Sul em 1893, avançando posteriormente sobre Santa Catarina e Paraná, ia contra o governo republicano que tinha acabado de ser criado (em 1889) e contra o governo centralizador de Floriano Peixoto, então presidente do Brasil. Os revoltosos lutavam também a favor do parlamentarismo. Durante alguns meses, a revolta teve sucesso e inclusive apoio nacional daqueles que iam contra o Marechal Peixoto, chegando a estabelecer a capital provisória da República dos Estados Unidos do Brasil na então Desterro (hoje Florianópolis), com sede do governo no Palácio Cruz e Souza.
Praça XV de Novembro

Detalhes de um dos cômodos

Depois, o Palácio Cruz e Souza foi sede do Governo do Estado de Santa Catarina até 1984, quando foi tombado como Patrimônio Histórico de Santa Catarina. Em 1986, o Palácio se tornou sede do Museu Histórico de SC.

Por si só, esse Palácio com sua rica história já valeria a visita. Mas, além disso, há, no seu interior, parte da história de SC sendo contada em diferentes exposições. No primeiro piso do Palácio Cruz e Souza é contada a história desse edifício através de textos e imagens da planta do edifício.

Esse piano pertenceu a José Brazilício de Souza, um dos compositores do hino de SC

Também é contada a história de Cruz e Souza, que dá o nome ao palácio. Cruz e Souza nasceu em Desterro, a então Florianópolis, em 1861, filho de escravos alforriados, e foi o maior poeta simbolista do Brasil (aquela escola literária inspirada no Parnasianismo, que valorizava a musicalidade dos versos através da exploração dos aspectos sonoros das palavras). Cruz e Souza morreu cedo de tuberculose, e bem longe da sua terra natal, em Minas Gerais. Infelizmente, não soubemos valorizar nosso tão grande poeta durante muitos anos, e os restos mortais de Cruz e Souza voltaram para o nosso estado só há poucos anos, estando expostos em uma urna nesse mesmo cômodo do Palácio Cruz e Souza.

cruz e souza

História de Cruz e Souza

Em outro cômodo do primeiro piso, há vários jornais impressos de cidades catarinenses do início do século passado que não circulam mais. Pode-se inclusive manuseá-los com uma luva disponibilizada! (Mas é uma luva descartável sendo reutilizada, acho que poderiam melhorar isso… Eu levaria a minha luva de casa!). Destaque para o Colonie-Zeitung, primeiro jornal na língua alemã publicado em SC, que circulou na região de Joinville de 1862 até 1941 (bem no meio da Segunda Guerra – e não, a suspensão do jornal em língua alemã não foi coincidência).

centro-florianopolis

Jornais impressos do século passado

museu histórico de sc

Outra parte da exposição no térreo do Palácio são obras de arte ilustrando alguns dos poemas de Cruz Souza.

No piso superior, é destacada a arquitetura e mobília originais do prédio. Algumas das salas são abertas ao público, incluindo a sala de música, o salão vermelho e o salão nobre. Na sala de música, destaque para uma caixa de música tamanho grande (o sistema de funcionamento é similar aos daquelas bem pequenas, que compramos como lembrança de viagem, só que sendo bem maior) importada da Alemanha em forma de presente para o Governador Jorge Lacerda. Destaque também para o piano Pleyel, da França, e o violoncelo alemão. A sala de música era muito utilizada pelas primeira damas para receber visitas.
Palácio cruz e souza

Sala de música

 

Detalhes do piano Pleyel

 

Caixa de música

 

Detalhes do teto da sala de música, com imagens inspiradas nesse tema

No salão nobre, salão utilizado para recepções importantes, um fato, para mim, emocionante: o brasão de armas catarinense esculpido no teto, com a águia símbolo do meu estado, presente inclusive na nossa bandeira. Lindo demais!

palacio cruz e souza

Brasão de armas catarinense

No ambiente que recebe a escada que vem do térreo, os nomes das 44 cidades que existiam em SC nos anos 40 do século passado. Sim, lá está Cresciúma (como se escrevia Criciúma no passado).

museu cruz e souza

Os nomes das cidades está nesses círculos!

O interior do Museu, sem medo de exagerar, é um dos interiores de prédios históricos mais lindos que já vi. Isso porque o prédio tem muita personalidade estilo eclético. Sim, não posso mentir, está faltando restauro em algumas partes – mas a beleza está ali, para quem quiser ver. As paredes, teto e até o chão são extremamente trabalhados e cheios de vida. No teto, trabalhos esculpidos. Na parede, pinturas em detalhes. No chão, marchetaria de abrir a boca.
museu-historico-de-sc
Acho que deu para entender que a visita ao Palácio Cruz e Souza é fundamental né? Seja pela história exposta de SC, de Cruz e Souza ou pelo lindo Palácio.

Serviço do Palácio Cruz e Souza:

  • Aberto de terça a sexta, das 10 à 18h, e aos sábados e domingos, das 10 à 16.
  • O ingresso custa 5 reais, sendo a meia entrada de 2 reais (aos domingos, a entrada é gratuita).
  • Endereço: Rua Tenente Silveira, 60.
  • Telefone: 48 36656363

Onde se hospedar em Florianópolis:

Fizemos uma seleção de hotéis (é só clicar aqui) ordenada pelas principais escolhas do site. Porém, logo no início, antes dos hotéis, podes escolher outros filtros como preço mais baixo primeiro, distância do centro da cidade, estrelas, e outros. Na coluna laranja à esquerda, preencha os campos com a data da entrada e da saída, o número de quartos, de adultos e crianças e clique em pesquisar. Só depois escolha o filtro que mais te agrada. Escolha teu hotel clicando nele e finalize a reserva. Qualquer dúvida, é só mandar nos comentários lá embaixo. Boa estada!

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Eu sou o Dilamar, Bacharel em Direito, viajante nas horas vagas e não vagas. Sou admirador de viagens rodoviárias, principalmente aquelas bem longas e focadas em regiões montanhosas. E também sou ciclista amador e apaixonado por motos.

Eu sou a Letícia, tenho 14 anos e sou estudante. Gosto muito de pintar quadros, escrever poemas, ler e, principalmente, viajar. Para mim, o mundo é o meu quintal.

Eu sou a Ester. Tenho 26 anos e sou estudante de medicina. Moro em Floripa, sou apaixonada por Paris e frequentadora assídua de São Paulo, mas com os pés sempre em Criciúma, minha cidade natal. Amo sair do lugar, seja por poucos metros ou por muitos quilômetros, e de todas as formas possíveis. Das mais confortáveis viagens de trem às mais insanas viagens de carro. Conhecer o desconhecido me fascina! Viajar é minha maior paixão, mas devo arriscar dizer que sou quase tão apaixonada por montar os roteiros antes de viajar quanto pela viagem em si!

Olá, eu sou a Michela, Bacharela em Direito, pós graduada em Direito Constitucional, colecionadora de ímãs e de viagens. Conheci mais de 20 países, aliás, muito mais do que um dia imaginei conseguir, e vários recantos escondidos bem aqui pertinho de mim. Se canso? Jamais. Isso só aguça ainda mais meu desejo de percorrer este mundão. O que mais amo? Deus, minha família e viajar, claro.