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Salto de paraquedas em Boituva (SP), ou: pagando para me jogarem de um avião

publicado em: 22/02/2018 atualizado em: 22/02/2018

Há alguns (bons) anos atrás, meu tio fez um salto de paraquedas. Acho que eu sempre gostei de ar, muito mais do que de água, por exemplo. Sempre amei voar de avião. E aí eu simplesmente me dei conta de que eu poderia saltar de paraquedas! De que não, não era algo tão distante e exclusivo para pessoas dotadas de algo especial. Assim, passei anos nessa vontade, me faltando o estalo de simplesmente ir atrás disso. Anos depois, dividi essa vontade com meu namorado, o Rodrigo, sem nunca esperar que, no Natal de 2017, meu presente vindo do namorado seria justamente um salto de paraquedas!

E então, no primeiro final de semana de fevereiro, alugamos um carro e fomos até Boituva, no interior de SP, onde ficava a escola de paraquedismo com a qual ele tinha comprado o salto.

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O Centro Nacional de Paraquedismo Boituva:

Depois o Rodrigo me contou que foi difícil escolher a escola, porque ele lia sobre um tal de Centro Nacional de Paraquedismo (que inclusive dizem que é o maior centro de paraquedismo do mundo) e não entendia qual era a diferença entre as escolas existentes lá dentro. Basicamente, funciona da seguinte forma: algumas escolas (acredito que umas 10) dividem a mesma pista de pouso e decolagem de aviões e algumas até dividem aviões em Boituva, SP. As escolas acabam não mudando praticamente nada o preço de uma para a outra. Cada uma fica em uma “sala” onde ocorre o preparo para o salto, e os alunos vão sendo levados dali por seus instrutores para os respectivos aviões. O Rodrigo escolheu a Sky Company mais pelo fato de que eles têm no site a opção de dar de presente o salto e entregam um voucher para imprimir e dar de presente. Assim, ele poderia me dar o presente bonitinho, haha.

Salto de paraquedas em Boituva

Uma das áreas de espera e a pista de pousos e decolagens

O Centro é, então, formado pelas escolas e por um espaço em comum com um gramado, algumas mesas e algumas lanchonetes. Não há restaurantes, mas dá para matar a fome com os lanches.

 

Paraquedismo Boituva

Área de uma das lanchonetes

O início:

Quando chegas ao local, tu procuras pela tua escola e diz que agendou um salto lá. Eles te pesarão, pedirão para tu assinar um termo de que sabe os riscos da atividade, acertarão o valor caso tu ainda não tenhas pago e te darão um macacão confortável e que protege do frio para vestires por cima da roupa.

centro nacional de paraquedismo

Algumas das escolas do Centro Nacional de Paraquedismo

 

sky company Boituva

A nossa escola, a Sky Company

 

centro nacional de paraquedismo

Área comum entre as escolas

Roupas:

Essa era uma preocupação nossa. Devemos ir com roupa apropriada para saltar? Algum sapato especial? Bom, não se preocupe quanto à roupa: eles te fornecem um macacão 100% adequado sem custo adicional para tu colocar por cima da roupa. Então é só ir com alguma roupa confortável, porque ela vai ficar por baixo do macacão. Então é meio zoado ir de vestido, por exemplo. Quanto ao sapato, é bom ir com algo fechado e confortável, porque ninguém quer que a tua linda sandália saia voando do teu pé lá no céu, hahaha. Eu fui com um tênis de passeio e foi tranquilo. Para os cabelos compridos, é necessário um amarrador de cabelo.

salto de paraquedas

Parece que eu tô dormindo, mas é só o sol mesmo, haha

O salto de paraquedas:

Assim que colocamos nossos macacões, o instrutor nos chamou pelo nome. Cada instrutor deu uma explicação breve sobre como se daria o salto (a posição em que devemos ficar) e como seria o pouso. Nada muito elaborado, juro! Não precisa ficar preocupado em pensar que não vai lembrar da explicação. Depois, fomos levados a algo como uma salinha de espera, onde esperamos por poucos minutos até que nosso avião estivesse pronto. Dali fomos levados até a pista. Assim, fomos até o nosso avião (que é bem pequeno, e tem dois bancos daqueles compridos para se sentar, uma pessoa atrás da outra) e, assim que todos estavam dentro, o avião decolou. Foi engraçado, porque essa era uma das partes das quais eu mais estava com medo. Na hora H, o negócio se inverteu, e eu achei o passeio de avião divertido.

O avião sobe até 4000 metros de altura (12 mil pés), o que é bem mais do que eu pensava. Fomos bem acima do nível das nuvens. O voo dura 12 minutos e, no final dele, o instrutor começa a nos preparar para o salto, plugando os nossos equipamentos com os dele. Quando chegamos à altura, o instrutor que está na frente (que vai ser o primeiro a saltar) abre a portinha de plástico que nos separa do céu, literalmente. Nessa hora tu não consegue mais pensar muito, hahaha, e tenta controlar a onda de medo que pode vir. Assim, um a um, as duplas vão saltando, uma atrás da outra. No meu avião tinham 7 ou 8 duplas de instrutor + aluno. É realmente super rápido.

E o salto é mais tranquilo do que eu pensei. Eu achei que eu que teria de tomar a iniciativa de saltar, que eu teria que me jogar e o instrutor viria de brinde, mas não. A gente fica agachado na beirada da tal da portinha, e o instrutor é responsável por colocar os pés dele pra fora – nós é que somos levados juntos. Não é necessário fazer nenhum esforço nem tomar nenhuma iniciativa. Quando tu vê, já tá voando. A única orientação é que, quando tu sentir teus pés voando, deve colocar os pés colados na bunda para diminuir a resistência do ar, tornando o salto muito mais agradável. Eu pensei “nem a pau que vou lembrar de fazer isso na hora de saltar”, mas tu lembras sim, é bem automático. E então começam os 50 segundos de queda livre!

E é queda livre mesmo, com aquela aceleração toda! Isso foi o mais engraçado para mim. Não sei o por quê, mas eu tinha na minha cabeça que a resistência do ar era tão grande que a gente ficava planando um pouco. Meu, que ideia errada ahhaha! Tu cai sem rumo, é bem louco! Só me dei ideia disso quando eu coloquei a cabeça para fora do avião logo antes do salto e meus parceiros que já haviam saltado estavam muiiiito longe, bem lá embaixo.

salto de paraquedas em boituva sp

Queda livre

A sensação da queda livre:

Bom, sobre a sensação da queda livre… É, sem dúvida, a parte mais louca de saltar de paraquedasPara mim, foi uma sensação com um quê de bizarrice, porque tu simplesmente cai, sem saber quando ou como vai parar, hahaha! É como se meu cérebro não estivesse entendendo o que estava rolando (eu quase conseguia ouvir ele falando “Ester, por que tu tá caindo sem parar?” Haha). É uma sensação gostosa e de liberdade, sem dúvida.

quanto custa salto de paraquedas

Caso alguém queira olhar em detalhes a minha cavidade oral AIHOSHAHIOSHIOA

O que foi um pouco ruim:

Para mim, só houve duas partes ruins: a minha boca ficou extremamente seca e começou a me dar aflição (tanto que com certeza vou colocar algum lenço ou coisa do tipo ao redor na boca no próximo salto, porque realmente me deu muita aflição) e os poucos instantes de pavor pelos quais passei assim que a camada de nuvens ia chegando. Eu não sabia se aquela camada de nuvens era muito grossa, quanto tempo íamos ficar lá dentro dela… E eu já tenho um pouco de agonia de passar pela camada de nuvens quando estou dentro de algum avião, imagina fora dele!

salto de paraquedas boituva

Realmente me deu um pouco de pavor, e se tu prestar bastante atenção no vídeo, vai notar que meu semblante mudou nos segundos finais de queda livre, haha. Mas a passagem pelas nuvens foi bem rápida e, abaixo delas, uma super vista da região! Só deu tempo de pensar “uau!” e o meu instrutor ativou o paraquedas. Acabava ali a queda livre! Foram 50 segundos e, segundo eles, podemos chegar a até 220 km/h. Teu corpo vai acelerando, caindo cada vez mais rápido, tanto que minha boca foi ficando mais zoada à medida que eu ia caindo mais, haha.

Depois, se seguem mais cerca de 4 minutos voando com o paraquedas. Tu ficas em pé (não sentado, como é no parapente) e o instrutor até deixa tu controlar um pouco o paraquedas para fazer manobras de curvas e tal. Eu fiquei bem de boa, porque já estava bom de emoção para mim, hahaha. O pouso é tranquilo. Tu não precisa fazer nada, só levantar as pernas pro alto para cair de bunda no chão. Não machuca nem nada, fica tranquilo.

Dicas gerais:

Uma dica que eu dou é agendar antes o salto. Os valores que escrevi abaixo, segundo está no site, são válidos para agendamento prévio. Sem falar que é melhor agendar para garantir um lugar no dia. Outra dica que eu dou é a de chegar cedo ao local. Nosso salto foi agendado para as 9h, e às 9h estávamos lá. A todo momento estão saindo aviões, então o risco não é exatamente de ficar sem salto, mas sim de atrasar bastante o teu salto. Quando chegamos, não havia fila de espera e já fomos bem rápido para o avião, mas, quando estávamos indo embora, notamos que havia uma aglomeração maior de pessoas. Então penso que quem chegou depois estava esperando para saltar. E eu escolheria para saltar novamente pela manhã, para evitar essa aglomeração.

Para agendar o salto, basta entrar em contato com eles por um dos números de celular disponibilizados no site da empresa. Abaixo coloquei o link para o site.

Todo o processo entre preparo, salto e espera pela edição do vídeo levou cerca de 2 horas, bem tranquilo. Mas eles recomendam que se separe o dia para fazer isso, já que pode haver demora.

Ah! Não pode saltar com nada, nem celular. Não cheguei a perguntar se poderia saltar com Gopro própria. É bom consultar antes.

Paraquedas Boituva

Pessoal esperando para ser chamado pelo instrutor

Preço do salto de paraquedas:

O salto duplo custa 300 reais por pessoa, se pago em dinheiro e à vista. Havia a possibilidade de pagar no cartão, acrescentando, se eu não me engano, 30 reais a esse valor. Quanto às fotos e filmagens que podem ser feitas, há várias possibilidades. Por 140 reais, se pode ter um vídeo gravado e editado com praticamente todos os momentos, incluindo a preparação, a parte do avião e o salto. Esse vídeo é feito com uma Gopro que vai no punho do instrutor. Eu acho que vale muito a pena pagar por esse vídeo, porque as imagens ficam boas e é uma recordação pra vida. Eu amo ficar assistindo o vídeo e relembrando tudo que vivi.

Por mais 10 reais, é possível também pegar várias fotos que são tiradas com a Gopro. Eu tinha entendido que essas fotos na verdade eram prints da tela, e por isso não quis pegar (eu mesma faço prints em casa, pensei). Mas depois descobri que não, eram fotos mesmo, e me arrependi, haha. Outra opção é pagar por essas mesmas fotos e vídeos com uma Gopro de qualidade inferior (um modelo mais antigo que eles ainda possuem), o que diminui o preço em 20 reais. Também rola fazer o salto com outro instrutor que salta apenas para te filmar, interagindo contigo e te filmando o tempo todo de forma exclusiva. É algo bem legal, mas o valor aumenta bastante, chegando a 625 reais, valor que inclui o salto e o vídeo + fotos (ou 660 reais, se também quiser o vídeo e fotos da Gopro que vai no punho do teu instrutor).

Abaixo, o vídeo do meu salto:

Essa foi minha experiência saltando de paraquedas em Boituva! Recomendo bastante a escola, já que foram simpáticos, solícitos, educados e profissionais o tempo todo. Me pareceu um salto bem seguro e equipado. Quero voltar lá e saltar com eles de novo!

Serviço:

Sky Company Paraquedismo – Centro Nacional de Paraquedismo

Rodovia Castello Branco, km 116, Boituva, São Paulo.

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Espero que tenham curtido saber mais sobre o meu salto de paraquedas em Boituva!

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Eu sou o Dilamar, Bacharel em Direito, viajante nas horas vagas e não vagas. Sou admirador de viagens rodoviárias, principalmente aquelas bem longas e focadas em regiões montanhosas. E também sou ciclista amador e apaixonado por motos.

Eu sou a Letícia, tenho 14 anos e sou estudante. Gosto muito de pintar quadros, escrever poemas, ler e, principalmente, viajar. Para mim, o mundo é o meu quintal.

Eu sou a Ester. Tenho 26 anos e sou estudante de medicina. Moro em Floripa, sou apaixonada por Paris e frequentadora assídua de São Paulo, mas com os pés sempre em Criciúma, minha cidade natal. Amo sair do lugar, seja por poucos metros ou por muitos quilômetros, e de todas as formas possíveis. Das mais confortáveis viagens de trem às mais insanas viagens de carro. Conhecer o desconhecido me fascina! Viajar é minha maior paixão, mas devo arriscar dizer que sou quase tão apaixonada por montar os roteiros antes de viajar quanto pela viagem em si!

Olá, eu sou a Michela, Bacharela em Direito, pós graduada em Direito Constitucional, colecionadora de ímãs e de viagens. Conheci mais de 20 países, aliás, muito mais do que um dia imaginei conseguir, e vários recantos escondidos bem aqui pertinho de mim. Se canso? Jamais. Isso só aguça ainda mais meu desejo de percorrer este mundão. O que mais amo? Deus, minha família e viajar, claro.