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Tudo o que você precisa saber para viajar para a Polônia

publicado em: 21/02/2016 atualizado em: 21/02/2016

Em fevereiro de 2015 passei um mês na Polônia, mais especificamente na capital, Varsóvia. Estive lá através de um estágio pela IFMSA – International Federation of Medical Students’ Association. Inclusive, para os estudantes de medicina que tiverem interesse, indico muito esse intercâmbio. É relativamente fácil de conseguir e os intercâmbios são realizados nos meses de férias, não precisando perder aula. Se quiser mais informações, deixa um comentário aqui embaixo que vou adorar te ajudar!

Mas, voltando à Polônia: tive uma certa surpresa quando soube que tinha sido selecionada para aquele país. Não sabia quase nada sobre lá. A minha surpresa se seguiu de alegria por saber que conheceria um país sobre o qual eu não sabia muito. Mas a surpresa das outras pessoas continuou por muito tempo, hehe.

Até poucos dias antes de eu viajar, quando contava que estava prestes a ir para um intercâmbio na Polônia, invariavelmente o comentário era “mas por que a Polônia??”. Entendo a surpresa. A Polônia ainda não foi descoberta pelos brasileiros, especialmente Varsóvia. Em um mês na capital (e passeando muito por lugares turísticos), não encontrei nenhum brasileiro (a não ser Ana, a brasileira que estava fazendo intercâmbio comigo hehe). Só fui encontrar alguns brasileiros no final de semana em Cracóvia. Uma pena! Mas até entendo. Ir para o exterior, em especial para outros continentes, apesar de poder ser muito mais acessível do que a maioria das pessoas imagina (e é isso que nós aqui no blog queremos mostrar! Amo ver gente – que não sabia que podia – viajando. A propósito, acompanhe as seções Economize e Dica mão de vaca lá no cabeçalho do blog), ainda representa um gasto alto para muitas pessoas. Assim, quando têm a oportunidade, muitos acabam optando pelos “destinos sonho”, e a Polônia não faz parte deles.

Não vou mentir. Acredito que posso falar com um pouco de propriedade de Varsóvia por ter batido muita perna por lá, e ela com certeza não está entre as cidades mais encantadoras que já vi. Principalmente porque a cidade não tem tantos prédios e ruas bonitas como estamos acostumados a ver em outras cidades da Europa. A culpa disso? Jogo muito na Segunda Guerra. Varsóvia foi quase que totalmente destruída na ocasião, sendo reconstruída depois. Ainda assim, Varsóvia tem encantos que valem a visita. Além disso, o país é barato para viajar, valendo a pena dar uma esticada até lá.

Para os apaixonados por história, a Polônia e Varsóvia em especial são um brilho para os olhos. É de arrepiar ouvir o que aquele país passa desde sempre (eles costumam dizer que nasceram no lugar errado, no coração da Europa e sendo visados por todos), em especial nos últimos 100 anos. A história está em todo lugar, e fazendo um Free Walking Tour (já conferiu nosso post?) pela cidade dá pra notar isso. O centro de Varsóvia é um dos mais lindos que eu já vi. Colorido, cheio de personalidade e vida, mesmo no inverno. Os poloneses parecem amar sair na rua! Mesmo no inverno, aos domingos o centro da cidade lotava de famílias! E era muito comum ver mães passeando com seus bebês. Não sei se é porque estive lá em um inverno “ameno” (zero grau todo dia, bem diferente dos -10 e -20 que eles estão acostumados a enfrentar; mais informações abaixo), mas senti isso.

Falando em poloneses… Nas ruas, o tratamento não foi o melhor do mundo. Mas essa é a minha percepção, e acredito que cada um tem sua experiência, então te sugiro ir lá e voltar aqui para me contar o que achou dos poloneses. Bom, o que eu senti foi que eles não estão tão interessados em te ajudar. Entre os mais velhos é raro achar alguém que fale inglês, e novamente a história explica: durante as décadas de dominação soviética a que foram sujeitos, era proibido ensinar inglês nas escolas e o russo era ensinado em seu lugar. Entre os mais novos, também não é tão fácil encontrar. Nos lugares mais turísticos, como alguns restaurantes e atrações, geralmente se fala inglês e o atendimento costuma ser melhor. Mas a população não falar inglês não me incomoda de forma alguma! Mímica existe pra essas coisas, hehe. O que me incomodou foi que algumas vezes, ao pedir uma informação já sabendo que a pessoa não falava inglês, munida de mapa, pedindo para me apontar uma direção, essa simples ajuda me era negada. Também senti que muitas vezes as pessoas eram rudes; quando se tocava sem saber que era proibido em algum objeto numa loja, em vez de pedirem que não se tocasse, era com berros que se advertia a pessoa. Isso me incomoda. Mas isso de forma alguma atrapalhou a minha experiência na Polônia.

Não posso deixar de destacar, porém, todo o carinho com que me trataram no laboratório em que fiz estágio; nunca fui tão bem tratada, por todos do laboratório! Todos muito atenciosos, preocupados com o meu aprendizado e que paravam o que estavam fazendo para me ensinar um pouco. Tenho um carinho enorme por eles. O que prova que cada um tem sua experiência e mesmo a mesma pessoa pode ter várias experiências no mesmo lugar! Vamos então às informações gerais?

VAIS CURTIR LER TAMBÉM: Onde comer em Varsóvia

População: 38 441 588 (2011)

DDI: 48

Poloneses famosos: Marie Curie, Frederic Chopin, Nicolau Copérnico e João Paulo II.

Visto: A Polônia não exige visto dos brasileiros.

Moeda: Zloty Polonês. Até bem pouco atrás a moeda deles era desvalorizada em relação à nossa, mas hoje a cotação oscila em torno de 1:1. Sugiro olhar esse site para cotações atualizadas: economia.uol.com.br/cotacoes/. A maioria das casas de câmbio por aqui não oferece essa moeda, em algumas apenas sob encomenda. Acredito que valha a pena olhar a cotação nas que oferecem e, caso esteja muito diferente da oficial, leve euros e troque na própria Polônia. Em Varsóvia é muito fácil de encontrar casas de câmbio, nas ruas, shoppings e aeroporto.

Capital: Varsóvia, onde sugiro ficar no mínimo 2 ou 3 dias inteiros.

Outras cidades importantes e turísticas: Cracóvia, Wroclaw (lê-se “Vrotsuaf”! Se falar “Vroclau” ninguém entende hahah), Gdánsk, Poznan. Para conhecer bem boa parte da Polônia, recomendo por volta de 10 dias: 3 para Varsóvia, 4 para Cracóvia (incluindo Auschwitz e a mina de sal de Wieliczka – lê-se algo como “Vielitchica”), 1 para Wroclaw e os últimos dois dias para outra cidade a escolher. Não fui a Gdánsk, mas me parece uma ótima escolha.

Como se locomover dentro do país: A Polônia é bem servida de ônibus e trem! Não me parece necessário alugar carro. Os ônibus em especial têm tarifas tão baratas que parecem mentira! Vale a pena pesquisar. O país, apesar de pequeno se comparado ao nosso, é grande para os padrões europeus, e, dependendo do deslocamento, pode valer a pena usar avião. Sugiro pesquisar pelas low costs! Mas, se quiser economizar bastante, recomendo a polskibus! A polskibus (http://www.polskibus.com/en/index.htm) é uma empresa de ônibus muito barata de lá. Eles cobrem vários trechos e os ônibus possuem wifi e tomadas gratuitas. As poltronas não são tão espaçosas quanto as nossas aqui no Brasil, mas dá pra dormir tranquilo. O site deles é simples, tem versão em inglês e a compra é super rápida. Apesar disso, dá um certo medo de errar no começo, então preparei algumas imagens para  demonstrar a compra no site:

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Primeiro selecione a língua inglesa ali em cima, apertando na bandeira do Reino Unido. Coloque os nomes da cidade de saída e de chegada e escolha data de ida e volta, se desejar voltar. Atenção: Varsóvia em polonês se escreve Waszawa e Cracóvia, Kraków. E, geralmente, há várias estações rodoviárias nas cidades. Se houver mais de uma estação à escolha, opte pela mais próxima para ti. Para saber onde fica cada estação, só jogar o nome no Google Maps ou no site que vou indicar abaixo. Em Varsóvia, a Warszawa Centralna é a mais central e é ótima, só chegue lá com bastante antecedência para não se perder, pois a estação é grande! De lá também saem trens e essa dica da escolha da estação também vale para os trens, pois costuma haver várias estações de trens em cada cidade.

 

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Selecione o horário desejado. Na segunda coluna desse quadro, em “details”, na primeira linha está o horário e a data de partida. Na segunda, o nome da cidade e da rodoviária de partida (no caso, Warszawa Dworzec Autobusowy Metro Wilanowska). Na terceira, o horário e a data de chegada no destino e, na última linha, a cidade e o nome da rodoviária de chegada. Sempre atente ao nome da rodoviária, pois há várias em cada cidade! Na última coluna o preço. Baratinho, né?

 

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Não estranhe, pois depois aparecerá mais uma taxa de reserva de 1 zloty (mas a passagem continua muito barata!). Só colocar seu nome, sobrenome, e-mail, selecionar a forma de pagamento (que na verdade não é nada demais, pois há apenas uma opção e é na próxima tela que aparecerão as formas de pagamento – cartões de crédito Visa e Mastercard). Selecione o primeiro quadradinho dizendo que aceita os termos da Polskibus e aperte em proceed to payment!

 

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Após a compra, tu receberás um e-mail com a reserva. Guarde esse e-mail, pois é a confirmação da tua passagem e o motorista precisará do número de reserva que está ali para te deixar entrar no ônibus! É bom imprimir, mas eu levei no celular e também deu certo.

Vai sem medo! Só é bom atentar pro fato de que podes levar uma mala de bordo pequena (que caiba sob os teus pés ou no compartimento) e uma mala no bagageiro de até 20 kg. Não existe a opção de pagar a mais por uma mala mais pesada, realmente é uma proibição. Quando viajei com eles não houve fiscalização, mas nunca se sabe né? Outro fato é que as poltronas não são marcadas na compra, então se estiver acompanhado e quiser garantir um lugar ao lado dessa pessoa, tente entrar no ônibus mais cedo.

Pelo que pesquisei há outras empresas de ônibus também, mas não cheguei a testar. Recomendo a polskibus até por acreditar que ela seja a mais barata (e foi também o que eu ouvi por lá), mas, deixo aqui um link de outra empresa para quem quiser dar mais uma pesquisada: http://pkspolonus.pl/en/.

Quanto aos trens, não cheguei a usar por ter a opção mega em conta da Polskibus, mas acredito que sejam ótimas opções também! Adoro andar de trem, acho muito confortável. Só preste atenção nas tuas malas, pois, se no ônibus as malas vão em bagageiro, no trem as malas costumam ficar em compartimentos próximos das portas, disponíveis para qualquer um pegar. Já andei de trem em outros países e nunca aconteceu nada, mas né? Cuidado nunca é demais. De qualquer forma, há a opção da PKP Intercity, com um site bem fácil de usar: só selecionar as cidades de saída e de chegada, a data, o horário e, ao aparecer a tela com a opção dos horários, selecionar o desejado (navegar pelos horários usando as opções “earlier” e “later”), a classe desejada e comprar. Há também a opção da RailEurope, que tem site em português e chat, facilitando bastante a compra: http://www.raileurope.com.br.

Como chegar no país: não há voos diretos para a Polônia. Há, dessa forma, dois jeitos de chegar lá: vindo do Brasil, pode-se fazer conexão nos seguintes países: França (voando Air France), Holanda (KLM), Itália (Alitalia), Suíça (Swiss), Portugal (TAP), Alemanha (Lufthansa) e Inglaterra (British). A outra opção é, partindo de algum país da Europa onde tu já estejas antes, voar de alguma low cost para Varsóvia. As passagens podem sair muito baratas! Vale a pena pesquisar caso a passagem comprada desde o Brasil esteja muito cara (recomendo: kayak.com.br). Só tome cuidado com a franquia de bagagem, pois a maioria das low costs não dá direito a nenhuma bagagem, então a economia pode deixar de existir. Eu voei de WizzAir de Varsóvia para Paris e foi super tranquilo. Mesmo tendo que pagar pela minha bagagem e comprando com pouca antecedência o trecho saiu muito barato, por 143 zloty com taxas! Um porém foi que o voo chegou no aeroporto de Beauvais, meio longe da cidade de Paris, mas há ônibus entre esse aeroporto e Paris com bastante frequência e com um preço ok. Preste atenção no aeroporto de saída e de chegada dos voos low cost! A outra surpresa foi que eles permitiam levar apenas um objeto pessoal a bordo. Eu estava com uma mochila com o meu notebook e minha bolsa e me disseram que eu não poderia levar os dois. Até hoje eu não sei como consegui colocar a bolsa dentro da mochila, porque as duas estavam totalmente lotadas hahaha. Então recomendo voo por low cost, a economia é incrível, mas fique de olho nesses detalhes! Não é toda low cost que é tão exigente, mas acho que vale a precaução e a leitura atenta principalmente da parte das bagagens no contrato.

Clima/ Quando ir: A Polônia é muito fria no inverno. Quando estive lá, as temperaturas costumavam ser de zero grau todos os dias. Mas era um zero grau bem suportável, na minha opinião. Em alguns dias ficou mais complicado, principalmente quando tinha vento. Atribuo a “temperatura agradável” ao clima de lá que não é úmido. O nosso zero grau aqui de Santa Catarina é bem mais rígido, acho eu heheh. Mas todos os poloneses com quem eu conversava me diziam que aquele era um inverno bem atípico, o mais quente dos últimos anos. Então, para aqueles que não têm tolerância ao frio, recomendo ir fora dessa época. Lembrando que o frio dura bastante tempo na Polônia! Desde novembro até março costuma ser bem frio. Se realmente quiser fugir das baixas temperaturas, sugiro ir a partir de maio. Mas, se fores forte ou não se incomodares com o clima, vale a pena ir no inverno, quando a maioria dos lugares turísticos não tem tanto movimento, boa parte das cidades está com neve (aiai, aquelas paisagens branquinhas…) e os preços estão mais em conta! Para ter uma ideia do clima em Varsóvia, sugiro consultar esse link: http://www.accuweather.com/pt/pl/warsaw/274663/january-weather/274663?monyr=1/1/2016, onde dá pra consultar as temperaturas médias de todos os dias do ano!

Comida: Os poloneses comem bastante carne de porco. Mas relaxa, dá para se virar muito bem mesmo sendo vegetariano por lá! Notei que, pelo menos em Varsóvia, há muitos restaurantes de culinárias estrangeiras, então dá para experimentar comidas de todos os continentes do mundo. A iguaria mais conhecida deles é o pierogi, algo como um pastelzinho recheado, só que com uma massa mais grossa, cozida e com vários tipos de recheios. Em um post que irá ao ar em breve, sobre onde comer em Varsóvia, te conto onde comer bons pierogis. Há também a chłodnik, uma sopa de beterraba, a czarnina, uma sopa de sangue de pato, e o bigos, que é feito de repolho e carne de porco. Eles costumam usar bastante repolho e batata nas preparações. O cogumelo também é bastante comum, então, se gostas, aproveite pra comer por lá, já que os preços de pratos com cogumelos são muito mais simpáticos que os daqui! E não se preocupe com o fato de os pratos parecerem estranhos a nós. Dá tranquilamente pra passar vários dias por lá sem nem tocar na comida polonesa (o que eu não recomendo). Não é um local difícil de encontrar variedade de cozinhas. E não posso deixar de falar dos milk bars (ou mleczny, em polonês). Logo vai ao ar um post especial sobre eles, mas o que posso adiantar é que são restaurantes muito baratos, sem luxo nenhum, frequentados pelos locais e com sua origem no período de dominação soviética. Nesses restaurantes, geralmente discretos e com várias unidades pelas cidades (não é uma rede! É um tipo de restaurante, com vários proprietários diferentes), não há garçons, então o cliente se serve e deve deixar o prato limpo no balcão para ser lavado pelos funcionários. Apesar da falta de luxo, a comida barata, honesta e caseira costuma ser bem saborosa! Lá costumam ser servidas não só comidas locais, como os pierogis e vários tipos de sopas, mas também comidas muito conhecidas do nosso paladar, como feijão, fritas, arroz e ovo. Pois é, dá pra fazer um almoço bem brasileiro!

Como se locomover em Varsóvia: Antes de tudo, anote em todos os lugares que puder esse site: http://warszawa.jakdojade.pl/#tabId=2&. É um site ótimo que vai te ajudar muito com o transporte público não só em Varsóvia, mas em muitas cidades da Polônia. Esse link é para Varsóvia, mas é só trocar a cidade lá no canto esquerdo superior da tela. É facílimo de usar: no ponto A, colocas o teu ponto de saída, que pode ser tanto um endereço (coloque o nome da rua com o número) quanto um ponto de ônibus/trem/metrô, podendo também se colocar vários pontos de interesse, como aeroporto, hotéis, restaurantes… Tente colocar pelo nome do ponto de interesse, senão coloque o endereço mesmo. No ponto B colocas a tua chegada, seguindo a mesma regra. Aperte em “search” e pronto! Ele vai te dar várias opções de trajeto possíveis, inclusive mostrando o tempo de espera caso precise fazer uma conexão entre linhas ou transportes, quanto terá que andar, quais transportes terá que pegar e quanto irá gastar. No mapa ao lado tem o trajeto detalhado, sendo bem interessante de consultar para saber para onde andar no caso de ter que trocar de ponto de ônibus e coisas do tipo. Ah, importante atentar: em algumas linhas, antes do sentido, existe alguma letra na frente. Na linha que eu pegava para ir para o meu hostel lá, por exemplo, eu tinha que pegar o sentido “P+R Al. Krakowska”. Desconsiderei isso e em um momento peguei um trem com o sentido “Al. Krakowska” achando que ia dar na mesma e não deu. Ninguém me explicou o que era aquele P+R ali na frente (não era só naquela linha, acontecia em outras) e nunca entendi direito, mas era só obedecer que não tinha erro hehehe. Então fique atento a isso! Nesse site diz certinho qual a direção que se tem que pegar, inclusive com o P+R na frente.

Varsóvia é muito bem servida de transporte público. Nem os trens nem o metrô cobrem toda a cidade, então para ir para muitos pontos terás que pegar ônibus. Mas não se preocupe, pois os ônibus são ótimos, muito confortáveis, dentro deles há a indicação dos pontos de parada daquela linha e nos pontos de ônibus há informações sobre as linhas que passam por ali, como pontos de parada e horários, além de painéis com os horários dos próximos ônibus. A maioria das linhas costuma parar em todos os pontos, mas isso não acontece em algumas linhas, principalmente nas noturnas, tendo que se apertar o botão. Li algo sobre as linhas que começam com os números 1, 2 ou 3 pararem em todos os pontos, mas não posso confirmar. Na dúvida, aperte o botão. Há apenas uma linha de metrô na cidade de Varsóvia (e outra sendo construída, que já virou novela, segundo uma menina com quem conversei lá heheh), que usei apenas uma ou duas vezes no mês em que estive lá. Dá pra se virar muito bem com trem e ônibus. Os ônibus chegam até o aeroporto Chopin, é só simular o trajeto pelo site! Também há uma linha de trem até lá – não é aquele bonde que circula na superfície ao lado de carros, é um trem mais parecido com um metrô. Nas outras cidades em que andei (Poznan, Wroclaw e Cracóvia) também me virei muito bem de transporte público. Ah, vale lembrar que por lá não há catraca pra nenhum dos três transportes! Não deixe de validar seu bilhete, porque se os fiscais pegam a multa é alta. Mas o maior motivo pra validar é a honestidade, né? Dá pra comprar os tickets nas máquinas, com cartão e dinheiro, e em bancas de jornal.

Língua: Polonês. Ô língua difícil! As palavras têm pronúncias bem diferentes do que esperamos. Vale a pena ir pra lá sabendo algumas palavras básicas!

Bom dia: dzien dobry (“diem dobre”)

Boa tarde: dzien dobry (“diem dobre”)

Boa noite: dobry wieczór (“dobre viétchor”)

Por favor: prosze (“proche”)

Obrigado: dziekuje (“diencuie”)

Outras palavras que considero importantes saber: ulica (rua), aleje (avenida), woda (água), produkcja (saída), toalete (toalete), lazienka (banheiro), rynek (mercado).

Segurança: Achei muito tranquilo. Andava sem medo por lá, inclusive de noite e sozinha. Inveja total da segurança deles. Imagino que não seja um local tão seguro quanto outros países europeus, então o cuidado sempre é válido, principalmente nas cidades maiores, mas vá sem medo. O único porém foi que, como já tinham comentado comigo, eles têm grandes problemas com alcoolismo. Era bem comum ter senhores embriagados no trem. Algumas vezes eles mexeram comigo no sentido de falar olhando para mim (e eu até hoje não sei o que eles estavam falando hahaha) e um chegou a colocar a mão no meu rosto, mas nunca me senti realmente amedrontada, sob perigo.

Embaixada do Brasil em Varsóvia:

Dzial Konsularny

Ambasada Brazylii w Warszawie

ul. Bajonska 15

03-963 Warszawa

telefone: (22) 617 4800

email: konsulat@brasil.org.pl

site: http://varsovia.itamaraty.gov.br/pt-br/setor_consular.xml

funcionamento: 9:30 às 12:30.

Seguro Viagem:

Para viagens à Europa, é obrigatório fazer um seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros, de acordo com o Tratado de Schengen, isto para garantir que terás cobertura em caso de doença ou acidente. Portanto, não esqueças de fazer o teu antes da viagem. Leia aqui como fazer um seguro viagem e faça a tua cotação aqui. Neste último link, a empresa faz cotações em várias seguradoras e podes escolher a cobertura que mais te agrada, além, claro, do preço que cabe no teu bolso. E por experiência própria, há opções com preços bem interessantes. Cote, escolha e faça o seguro para viajar com tranquilidade e não correr o risco de ser barrado na entrada ao continente e, o mais importante, viajar com a certeza de que caso ocorra qualquer zebra, não ficarás desamparado lá longe.

É isso! Recomendo muito uma viagem para a Polônia e, quando estiver em Varsóvia, não deixe, se possível, de fazer um free walking tour e de aproveitar seus ótimos museus. Também pare em um dos seus numerosos cafés pra tomar uma bebida quente! Logo, logo, muito mais posts sobre esse país incrível que é a Polônia! Se tiver alguma sugestão, comentário, dúvida ou se já tiver ido pra lá e gostaria de acrescentar algo ou dividir suas experiências, fique muito à vontade!

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2 respostas para “Tudo o que você precisa saber para viajar para a Polônia”

  1. Claudia Beatriz Batschauer da Cruz disse:

    Oi Michela, parabéns pela sua página.
    Também sou de SC e estou indo à Polônia em dezembro a um evento e fico em dúvida sobre as roupas a levar. Além de roupas de baixo térmicas, etc., gostaria de saber como tu fazias para lidar com os ambientes com calefação. Quão leves têm que ser as roupas a serem usadas no interior dos prédios? Tenho que apresentar trabalhos e ao final haverá um gala diner, então tenho que ter uma roupa mais formal. Aí não dá para ir de bota e legging, né! rsss
    Agradeço as dicas que puder me dar!
    Abraço!

    • Mapa na mão disse:

      Oi Claudia, tudo bem? Ah, que legal este evento! E és de que cidade de SC?

      Enfim, dezembro na Polônia, assim como em muitos países da Europa é frio. Pode estar frio de doer ou nem tanto, depende da sorte, heheheh.

      Eu escrevi um post sobre o que vestir em frio intenso em viagens, olha só:

      https://mapanamao.com.br/o-que-vestir-no-frio-intenso-em-uma-viagem/

      Bem, tens que te vestir em camadas, como cebola. Meia calça de lã ou legging por baixo da calça, blusa fininha, outra de lã mais quente e um casaco pesado. Se costumas ter muito frio, pense em uma blusa a mais, de preferência térmica. Ah, já comprei na Europa, legging térmica também. Podes encontrar por lá e facilitar a tua vida.

      Agora, se fores ficar muito tempo em lugares fechados, com calefação, melhor não abusar das camadas. A calefação muitas vezes é desconfortável. Como quando viajamos, passeamos muito na rua, não chega a ser um problema e a única coisa que faço quando está esquentando é tirar o casaco, touca e luvas. Então, há prédio que exageram no calor, outros nem tanto, mas dá para ficar somente com uma blusa, por ex. Por isso, caso passes muito tempo em locais fechados, coloque uma blusa não tão quente e um casaco bem quente, para poder tirá-lo dentro e ficar somente com a blusa.

      Caso a tua roupa seja bem formal, como um vestido, por ex., neste dia, tente sair do teu local de hospedagem direto para o evento, com um Uber, por ex, para evitar andar na rua. Vá com um vestido e meia calça e o casacão por cima. Aí, é só tirá-lo lá. Se não for vestido, mas uma calça com uma blusa mais social, da mesma forma. Tire somente o casaco no momento em que entrares no evento.

      Boa viagem, bom evento, qualquer coisa, estamos aqui.

      Beijos,

      Michela

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Eu sou o Dilamar, Bacharel em Direito, viajante nas horas vagas e não vagas. Sou admirador de viagens rodoviárias, principalmente aquelas bem longas e focadas em regiões montanhosas. E também sou ciclista amador e apaixonado por motos.

Eu sou a Letícia, tenho 14 anos e sou estudante. Gosto muito de pintar quadros, escrever poemas, ler e, principalmente, viajar. Para mim, o mundo é o meu quintal.

Eu sou a Ester. Tenho 26 anos e sou estudante de medicina. Moro em Floripa, sou apaixonada por Paris e frequentadora assídua de São Paulo, mas com os pés sempre em Criciúma, minha cidade natal. Amo sair do lugar, seja por poucos metros ou por muitos quilômetros, e de todas as formas possíveis. Das mais confortáveis viagens de trem às mais insanas viagens de carro. Conhecer o desconhecido me fascina! Viajar é minha maior paixão, mas devo arriscar dizer que sou quase tão apaixonada por montar os roteiros antes de viajar quanto pela viagem em si!

Olá, eu sou a Michela, Bacharela em Direito, pós graduada em Direito Constitucional, colecionadora de ímãs e de viagens. Conheci mais de 20 países, aliás, muito mais do que um dia imaginei conseguir, e vários recantos escondidos bem aqui pertinho de mim. Se canso? Jamais. Isso só aguça ainda mais meu desejo de percorrer este mundão. O que mais amo? Deus, minha família e viajar, claro.