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Viagem a Bonito de carro – roteiro rodoviário até o MS

publicado em: 03/09/2018 atualizado em: 17/09/2018
Viajar é bom. Não, espera um pouco, viajar é ótimo! Há os que não gostam; há os que gostam pouco. Respeito. Mas nós aqui do Mapa gostamos, e não é pouco. E apreciamos viajar de avião, de trem, barco, bicicleta, jegue, opa, brincadeira. Mas se tem um jeito que nos faz também felizes é viajar de carro. Sim, já fomos a Ouro Preto, Tiradentes, Lençóis e Trancoso em uma viagem só. Recentemente, estivemos em Brasília também de carro. Na América do Sul, fomos ao Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile. Fora por aí, quando alugamos carro e saímos a desbravar os lugares, como o sul da França e a Califórnia. E agora em julho resolvemos ir a Bonito, Mato Grosso do Sul, de carro. Foram dois dias para ir, dois para voltar e se valeu a pena? Muito! Por isso vou contar a você todos os detalhes aqui. Vamos dar uma volta de carro?

É prazeroso. Há muito a ser conhecido entre o Mato Grosso do Sul e o resto do Brasil. É a oportunidade ímpar de conhecer cidades muito interessantes no oeste paranaense, dentre as quais destaco Maringá e Londrina.

Você economiza com passagem aérea até Bonito. Bonito é um destino tradicionalmente caro para conhecer, principalmente em alta temporada, quando as passagens ficam proibitivas.
Você economiza com transfers em Bonito. Saiba que os principais pontos de interesse em Bonito estão localizados em fazendas distantes do centro da cidade. Ou você aluga um carro (algo bem comum), vai de táxi ou usa transfers para chegar até lá. Não há a opção de transporte público.
Indo com seu carro, você faz seus próprios horários e pode alterar as rotas de acordo com a sua conveniência.
Bonito ainda não é, mas está ao ladinho do Pantanal. Se você dispõe de tempo, pode alongar a sua viagem até o Pantanal e conhecer esse destino fantástico.

estrada para bonito ms

A viagem a Bonito:

Mala pronta, carro revisado, tanque cheio, Mapa na Mão. Estamos na estrada!

Já escrevi (leia aqui o que escrevi sobre viajar de carro para o Chile) que o avião está aí para encurtar tempo e distância, e que viajar de carro sempre me foi prazeroso. Traz sensações únicas e só quem pratica esse exercício tem a exata dimensão do que estou escrevendo.

Pois bem, o Mapa na Mão foi a Bonito, no Mato Grosso do Sul. E de carro. Apesar de o blog já ter feito viagens rodoviárias mais longas, conhecer um pouco mais do Centro Oeste brasileiro surgiu assim de um jeito meio displicente, sem grandes pretensões. Mas o destino (Bonito) é fascinante e desde logo aceitei o convite da Michela.

Nosso ponto de partida foi o Sul de Santa Catarina, em Criciúma. Desde o início do planejamento eu tinha a pretensão de repetir o mínimo possível de rotas, já que essa seria a melhor maneira de conhecer novos caminhos, principalmente porque isso tudo se passaria dentro de meu próprio país. Ao viajar de carro eu teria a opção de conhecer lugares, estradas e pessoas que não conheceria se tivesse escolhido a via aérea.
Então, lembre-se: ao planejar um caminho de ida e outro para a volta você estará maximizando seu investimento (sim, viajar é investimento). O destino será apenas parte de sua diversão e rodar quilômetros e mais quilômetros integrará a proposta de seu passeio.

A distância:

A menos que você more em Campo Grande ou nos arredores, posso afirmar que Bonito é distante, muito distante. Do Sul do Brasil (Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba) e de São Paulo há diferentes propostas rodoviárias à sua escolha. Seja qual for a sua decisão é bem provável que você necessite de uma cidade para repousar antes de vencer os muitos quilômetros que separam Bonito do resto do país.

De Curitiba são aproximadas 14,5 horas de viagem. De Florianópolis, 18,5 horas. De Porto Alegre, entre 20 e 22 horas de viagem. E de São Paulo, algo aproximado a 14 horas de viagem.

Faço questão de registrar as distâncias em tempo (e não em quilômetros), pois diferentes rotas podem guardar quilometragens distintas e tempo de duração similar. Comum a todos é a distância superior a 1.100 quilômetros.

Qual rota escolher:

Tenha em mente que a menor distância nem sempre faz o melhor caminho. Há horas que você se arrepende de ter feito aquela escolha. Procure relaxar e evite o estresse, principalmente se estiver acompanhado de crianças. Manter o ambiente agradável dentro do pequeno espaço do carro é tarefa que cabe a você, motorista.

Ao escolher a estrada, saiba que estradas estaduais geralmente passam por pequenas cidades. Com exceção do Estado de São Paulo, que é bem servida por longos e ótimos trechos rodoviários administrados pelo Estado, no resto do Brasil a coisa é um pouco diferente. Portanto, ao escolher a rota mais curta saiba que o trânsito urbano, poucos pontos de ultrapassagem, pedestres, ciclistas, lombadas e semáforos poderão retardar o tempo final de sua viagem.

Em contrapartida, escolher o melhor caminho geralmente tem um preço. E não estou falando de maior distância. Sim, me refiro aos pedágios, um mal necessário a quem pretende ir muito longe. Falaremos mais deles adiante.

O roteiro de ida a Bonito:

Seu passeio começa quando você trava a porta de sua residência. É dali para frente que a viagem se inicia. Aproveite cada quilômetro rodado, maximize e potencialize cada paisagem que você conhecer.

Do Sul de Santa de Santa Catarina e até mesmo do Rio Grande do Sul rotas diferentes poderão servir de caminho até Bonito, no Mato Grosso do Sul.

Para quem está no litoral gaúcho, catarinense e paranaense uma das alternativas é seguir por uma das BRs (277 e 376) de acesso ao Oeste do Paraná. É por elas que você chegará às cidades de Cascavel, Foz do Iguaçu, Guaíra (todas via BR 277), Maringá, Londrina e Apucarana (todas pela BR 376). Com exceção de Foz de Iguaçu (que não está no caminho), as demais cidades são boas escolhas para pernoitar e com ótima infraestrutura hoteleira.

Quem está no Oeste catarinense ou mesmo gaúcho e se seu desejo é apenas seguir pela menor distância, o rumo a seguir é Cascavel ou Guarapuava, no Oeste do Paraná. Mesmo nestes casos o Mapa na Mão aconselha você a diferenciar as rotas de ida e volta para tornar sua viagem ainda mais interessante.

Quem está em São Paulo, Sul de Minas, Espírito Santo e quer ir a Bonito:

Quem está em São Paulo ou vem de outras regiões do país possivelmente passará pela capital paulista. Quem não está no centro geográfico do país (Brasília, Goiânia…) possivelmente buscará a Rodovia Castelo Branco para seguir em direção a Presidente Prudente (ainda em São Paulo) e só depois a Bonito.

Tomando São Paulo como referência, posso dizer que a ideia de buscar dois caminhos distintos para ir e voltar também vale. A sugestão do Mapa na Mão é que você conheça algum ponto interessante no caminho de ida e faça a viagem de volta pelo caminho mais curto.

São Paulo a Bonito é feito, basicamente, pelas rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares até Ourinhos. Em Presidente Prudente segue-se pela BR 267 até Guia Lopes de Laguna (já bem próximo a Bonito), que está em boas condições de tráfego. Via de regra, esse caminho é tranquilo, pois as estradas estão em ótimas ou boas condições.

O Mapa na Mão sugere, porém, que essa incursão seja parcialmente alterada. Uma das opções é conhecer as cidades do Norte do Paraná (Londrina, Maringá…), ainda que para mero repouso. Com disposição, invista um pouco mais no passeio e vá a Foz do Iguaçu, tornando culturalmente muito mais rica sua viagem.

viajar de carro para bonito

A escolha do Mapa na Mão para chegar a Bonito (1ª dia de viagem)

Rodovias: BR 101 e BR 376:

Escolhi a cidade de Maringá, no Noroeste do Paraná, como cidade dormitório. Ali seria meu primeiro pernoite e eu queria muito conhecer a dupla Maringá e Londrina. Utilizei as BRs 101 e 376 para vencer a distância. O custo (pedágio) foi compensado por estradas de boa qualidade, bem sinalizadas, sem buracos e com bons pontos de parada e assistência.

Conheci Maringá e ali visitei a bela Catedral Metropolitana e o lindo Parque do Ingá. Foram dois passeios básicos, feitos a pé e em pouquíssimos minutos no domingo pela manhã, antes da continuidade até Bonito.

Pelas contas do Google Maps, foram 862 quilômetros até Maringá, percorridos em 10h47min.

E foi interessante? Sim, como dito, havia o desejo de conhecer Maringá, decisão que vi acertada em razão da bela cidade onde me hospedei. Repito, a arquitetura da Catedral Metropolitana e o Parque do Ingá valem a visita. Para ser honesto, se estivesse estudado um pouco mais com antecedência, teria ficado por dois dias em Maringá para conhecer mais a beleza local.

A hospedagem em Maringá foi providencialmente no centro da cidade, onde estávamos ao lado dos principais pontos turísticos.

Uma ótima sugestão de hospedagem, seja pela localização, seja pelo ótimo serviço, seja pelo excelente café da manhã está no Hotel Metrópole de Maringá. Da janela de nosso quarto tiramos fotos inesquecíveis da arquitetônica Catedral. Veja aqui o link de acesso para reservas:

Veja aqui o preço do hotel e reserve, caso goste.

O que conhecer na rota entre o Sul de Santa Catarina e Maringá:

Quem está com um pouco mais de folga no tempo, não deixe de conhecer o Parque Estadual de Vila Velha, que fica à margem da Rodovia BR 376, em Ponta Grossa, para contemplar as formações rochosas esculpidas pela natureza. O Mapa na Mão já fez a visita e confirma que é um passeio imperdível. Você não perderá tempo fazendo desvios. É muito fácil visitá-lo.

Em Maringá, não deixe de conhecer a Catedral Metropolitana, o Parque do Ingá e o Bosque Dois.

Pedágios até Maringá:

E quanto gastei de Criciúma (Sul de Santa Catarina) a Maringá em pedágios?  Escolhi as melhores rotas.

As estradas eram pedagiadas e a maior parte da viagem foi feita em pista dupla. A conta ficou em R$ 74,80, os quais foram pagos em 11 praças (o custo maior dos pedágios está no Paraná). Utilizei as BRs 101 e 376 para vencer a distância. O custo foi compensado por estradas de boa qualidade, bem sinalizadas, sem buracos e com bons pontos de parada e assistência.

Eu poderia ter escolhido a Serra Catarinense para ir a Maringá. No entanto, como eu já havia passado dias atrás por ali (indo a Foz do Iguaçu) e também por acreditar que o trecho é bem mais cansativo (leia o tópico qual rota a escolher), decidi seguir caminho pelas BRs 101 e 376.

Se eu faria de novo esse trajeto? Com absoluta segurança, principalmente porque a cidade de Maringá foi uma grata surpresa no caminho que eu planejei. A decisão foi acertada, tanto quanto à rota escolhida, como a cidade de pernoite.

De Maringá a Bonito (2º dia de viagem)

Rodovias: BR 376, PR 180, PR 557, PR 182, SP 613, MS 480, MS 276, BR 376, MS 276, MS 156, MS 157, BR 267, MS 382, MS 178:

O trecho agora seria inteiramente novo, pois parte da estrada até Maringá eu já conhecia. De Maringá pela frente eu sabia que enfrentaria estradas sem pedágio, com poucos pontos de parada, mas muito a conhecer. Um dos meus desejos era conhecer a usina e eclusa na Represa de Porto Primavera (CESP), pois a estrada estranhamente passa por sobre a barragem construída.

Fiz, então, minha rota passando por Paranavaí, Terra Rica, Diamante do Norte e ali ingressei no Estado de São Paulo, por onde rodei por poucos quilômetros antes de ingressar no Estado do Mato Grosso do Sul em direção a Batayporã.

Nossa hospedagem em Bonito não poderia ter sido melhor. Além da localização, o hotel dispõe de ampla área de lazer e um ótimo café da manhã. As instalações são ótimas, o hotel é bonito (perdão pelo trocadilho) e está muito próximo do centrinho da cidade. Mas a grande surpresa para nós do Mapa na Mão foi tomar o café da manhã e olhar para estes nobres nativos que habitam a região. Confesse, é ou não é fantástico?

tucanos em bonito

Segue o link de hospedagem em Bonito:

Condições da estrada até Bonito via Batayporã:

Após a saída de Maringá pela BR 376 há uma praça de pedágio. Até lá a estrada está em ótimas condições.

Depois de Maringá, alguns trechos da BR 376 estão em duplicação. Como passei em um domingo, não enfrentei grandes dificuldades com o tráfego pesado.

Em terras de ninguém, digo, sem pedágio, a coisa muda de figura e a pista não está lá essas coisas. Para ser honesto, as estradas no Paraná são de razoáveis a ruins, o que também valeu para São Paulo (SP 613 em Rosana) e Mato Grosso do Sul (MS 480 e MS 276 até Dourados e MS 157). O quadro só melhora um pouco com a BR 267 (quem vem de São Paulo usará também essa rota). Em regra, as estradas estaduais não são boas, conforme já falado no início deste post.

Além de razoáveis (ou ruins), nas estradas estaduais pelas quais passamos era comum a falta de acostamento e a distância entre os postos de combustível. Há quilômetros e mais quilômetros sem a possibilidade de abastecimento.

Cuidado com os radares fixos próximos a Guia Lopes da Laguna. Não há sinalização avisando a proximidade do ponto de medição.

Um restaurante bem movimentado encontrei em Batayporã, à margem da MS 276 (Restaurante e Churrascaria Tigrão). Apesar de caro, não tivemos alternativa, pois era pouco provável que outros restaurantes fossem avistados na rota (o que se mostrou depois verdadeiro).

Pelas contas do Google Maps, foram 672 quilômetros até a Pousada Lucca, em Bonito, percorridos em 8h48min.

O que eu faria diferente? Uma opção para evitar parte do trecho estadual em Mato Grosso do Sul é escolher a BR 267 (quem vem de São Paulo estará nela). Em Nova Andradina segue-se pela MS 134 e depois pela BR 267, que está em melhores condições, até Guia Lopes da Laguna. Essa opção aumentaria o trajeto em cerca de 40 quilômetros, mas pouco alteraria o tempo de viagem (releia o tópico qual rota escolher). Quanto ao mais, o roteiro seria inalterado, pois minha proposta era conhecer o maior número de cidades e estradas.

E foi interessante? Sim, como dito, havia o desejo de conhecer Maringá, decisão que vi acertada em razão da bela cidade onde me hospedei. Repito, a arquitetura da Catedral Metropolitana e o Parque do Ingá valem a visita, e se tivesse estudado um pouco mais com antecedência, teria ficado por dois dias em Maringá para conhecer um pouco mais a beleza local.

divisa sao paulo Mato Grosso do sul
As filhas adoram passar pelas divisas…

O que conhecer na rota Maringá e Bonito:

O relevo, as extensas áreas de cultivo de milho, soja e cana-de-açúcar, as pequenas (ou pequeníssimas) cidades no extremo noroeste do Paraná e do Sudeste do Mato Grosso do Sul e a Represa (Usina Hidrelétrica) de Porto Primavera.

Lembre-se, o Estado do Mato Grosso do Sul é extenso e não há concentração demográfica similar a dos estados do litoral. Não estranhe, pois é comum encontrar cidades que mais se parecem povoados. Conhecer de perto essa peculiaridade brasileira é fantástico!!! 

Pedágios entre Maringá e Bonito:

Uma praça de pedágio, ao custo de R$ 12,10. Por essa rota, não há pedágios em São Paulo e no Estado de Mato Grosso do Sul.
viagem a bonito de carro 

Como chegar aos pontos de interesse em Bonito:

O Mapa na Mão não foi a todos os pontos de interesse em Bonito. Não houve tempo para isso, apesar dos cinco dias inteiros que lá ficamos (seis noites).

Os rios, cachoeiras (como as da Boca da Onça Ecotur), quedas d’água, rios de flutuação, enfim, tudo que mais interessa em Bonito estão inseridos em propriedades privadas. Não há transporte público. Invariavelmente há estradas de chão em condições razoáveis de circulação, mas são estradas onde se dirige a 20, 30 ou 40 quilômetros por hora. A poeira incomoda um pouco e é preciso trafegar com os vidros fechados por todo o tempo.

Geralmente os trechos de estrada de chão são vencidos entre 20 e 30 minutos de direção e não é preciso ter um veículo 4 x 4. Fomos com um veículo sedã e chegamos bem e inteiros nos destinos.

A rua principal que demarca o centrinho de Bonito tem poucos pontos de estacionamento, mas isso não será problema nas transversais.

Encontrei todos os pontos de interesses no Google Maps, que também funciona como navegador. Aliás, tenho usado-o muito mais como navegador do que qualquer outro (incluindo o waze), em razão da melhor precisão. A única reserva que tenho com a navegação do Google Maps é a falta de interação, o que não permite ser avisado de buracos, problemas na rota, engarrafamentos e muitos outras ocorrências que poderão atrapalhar ou atrasar sua viagem. Nesse sentido o waze é muito melhor. Agora, aparelho de GPS propriamente dito, faz tempo que não uso.

flutuação em bonito
Flutuação no Rio Sucuri

O retorno: de Bonito a Cascavel (1º dia de viagem)

Estradas: MS 178, MS 382, BR 267, MS 157, BR 163 e BR 467:

Foi no planejamento da viagem que escolhi um caminho diferente para retornar ao Sul do Brasil e dessa vez eu escolhi a rota que me pareceu mais curta, aquela que seria menos custosa em termos de tempo e distância.

De todo modo, eu precisaria de dois dias de viagem. Olhei o guia rodoviário, tracei uma linha imaginária de Bonito a Florianópolis (minha filha universitária, Ester, ficaria na capital catarinense para concluir o semestre letivo) e decidi pernoitar em Cascavel.

De Bonito a Cascavel são cerca de 670 quilômetros feitos entre estradas razoáveis (estradas não pedagiadas) a boas (pedagiadas). A ampla maioria das estradas não é composta de acostamento. Todo cuidado é pouco nas ultrapassagens.

Há muitos caminhões trafegando pelo trecho, principalmente após Dourados, no Mato Grosso do Sul. Caminhões grandes, do tipo canavieiros, que dificultam ultrapassagens e sobem bemmmm devagar as ladeiras da BR 163.

Também por essas estradas percebi a falta de infraestrutura. Postos de combustível, somente nas pequenas cidades ao longo do percurso. Cuidado com os radares fixos (não avisados pelo GPS), principalmente em Guia Lopes da Laguna (MS).

Evite dirigir com menos de meio tanque de combustível. Não recomendo trafegar com menos de ¼ de combustível no tanque. Entre Caarapó e Juti (cidades do Sul de Mato Grosso do Sul) há trechos da BR 163 com mais de cinquenta quilômetros sem um único posto de combustível! Vai que né… Toda cautela é bem-vinda.

Entre Dourados (MS) e Cascavel você terá trechos duplicados de rodovia. Logo na saída de Dourados há um trecho duplicado novinho. É de dar dó quando o negócio acaba…

O trecho rodoviário entre Dourados e Caarapó é feito pista simples (com poucos trechos duplicados). Há lombadas e pouquíssimos pontos de ultrapassagem. O tráfego é pesado e com radares. Por incrível que pareça, cobram pedágio.

O que conhecer na rota entre Bonito e Cascavel:

É por essa estrada que você tem acesso a Salto del Guairá, cidade Paraguaia com comércio forte e é vizinha a Mundo Novo, cidade do Sul de Mato Grosso do Sul (logo na divisa com o Paraná). Rodando pela BR 163 o enorme ponto de fiscalização da Receita Federal (para quem vem de Bonito) estará à sua direita. Logo atrás deste posto de fiscalização fazendária estará o território paraguaio e alguns metros depois há shoppings para quem deseja fazer compras.

Rio Paraná (sim, esse mesmo que quilômetros depois formará o gigantesco Lago de Itaipu) faz a divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraná. Sua largura na altura de Guaíra impressiona.

O Portal de Marechal Cândido Rondon. Ele estará no seu caminho, à sua direita (sentido Cascavel), na BR 163. A cidade tem um portal muito bonito e merece uma foto.

Pedágios até Cascavel (1ª dia de viagem na volta):

E quanto gastei de Bonito a Cascavel em pedágios?

Alguns trechos das rodovias pelas quais passamos eram pedagiados. A conta ficou em R$ 18,90, pagos em três praças (todas no Mato Grosso do Sul). O pagamento do pedágio, por essa rota, não traz grandes benefícios, a não ser pelos poucos trechos duplicados de rodovia. Não há acostamento, a rodovia tem pontos de ondulação e a necessidade de duplicação é recorrente, pois ultrapassar caminhões requer cuidado redobrado e é uma tarefa estressante.

Se eu faria de novo esse trajeto? Sim, porque gostaria de conhecê-lo e porque era o mais curto. A decisão foi acertada, tanto quanto à rota escolhida, como à cidade de pernoite.

estrada
Surpresas das estradas… conhecer lugares diferentes, nunca antes pensado.

Conhecendo Cascavel:

Que grata surpresa.

Minha percepção a respeito de Cascavel ficou entre as melhores. Vi e contemplei um lugar arborizado e com belas avenidas, uma cidade moderna às margens da BR 277, que liga a capital paranaense a Foz do Iguaçu.

À noite, logo após o check-in no hotel, saímos para comer e encontramos um jeito diferente de comer pizza: Folks Pizzas & Saladas.

A pizza é montada de acordo com os ingredientes que você aponta. É mais ou menos similar à montagem de sanduíches em redes de fast food.

Cada pizza custa R$ 20,00 e serve razoavelmente bem duas a três pessoas, dependendo do apetite. O ambiente da pizzaria é agradável e frequentado por jovens e adolescentes. O lugar é bem familiar.

Gostamos muito!!!

A hospedagem em Cascavel foi em ótima localização, à margem da leva você de Foz do Iguaçu até Curitiba. As instalações são amplas, o café da manhã é saboroso e há ampla área de estacionamento. Achamos o hotel muito seguro e confortável. Se você está com seus filhos, o quarto família será uma boa pedida. Segue o link de acesso:

O retorno: de Cascavel ao Sul de Santa Catarina (2º dia de viagem)

Estradas: BR 277, BR 376 e BR 101

Não há muito que inventar. Partindo de Cascavel pela BR 277 você chega a Curitiba sem muitas manobras. Exceto pela rodovia BR 376 (que vai a Ponta Grossa) não há grandes cruzamentos ou mudanças de traçado.

Chegando à região metropolitana de Curitiba, há um grande contorno bem sinalizado. Ali há indicações de rotas a São Paulo, Paranaguá, Porto Alegre e Florianópolis. Alguns quilômetros adiante há o acesso à direita para a BR 376 (que é continuidade da BR 101 catarinense).

A BR 277 entre Cascavel e Curitiba está em ótimas condições. Há trechos em obras, mas nada que atrapalhe muito a sua viagem. O asfalto está impecável, a estrada é bem sinalizada e tem boa infraestrutura de apoio (postos de combustíveis, restaurantes, paradouros, etc.). Particularmente, acho o trecho bonito, pois é feito sobre o planalto paranaense. Gosto de apreciar as belíssimas e inigualáveis araucárias, mas, principalmente, trafegar com mais segurança e sem tanto chacoalhar o corpo.

Há o lado ruim ao adotar esse caminho.

Primeiro, a distância. Se comparado à rota pela serra catarinense, o retorno pela BR 277 acrescenta ao seu roteiro pouco mais de cem quilômetros.

Mas, verdade seja dita: a velocidade média mais alta fará com que sua viagem tenha apenas meia hora de atraso até seu destino final. Além disso, você terá menos cansaço, em razão das ótimas condições da rodovia.

Segundo, o preço do pedágio.

 

Pedágios de Cascavel a Florianópolis (2º dia de viagem):

E quanto gastei de Cascavel a Florianópolis com pedágios?

A conta ficou em R$ 93,10, pagos em doze praças (os altos valores são cobrados no Estado do Paraná). Sim, é muito dinheiro, principalmente porque a BR 277 tem boa parte em pista simples.

A estrada é boa, mas a falta de duplicação torna caro o pedágio dessa estrada. Você se sente extorquido. É decepcionante.

E há rotas sem pedágio? Sim.

De Cascavel ao Sul de Santa Catarina pela serra catarinense (rota alternativa)

Estradas: BR 163, PR 182, PR 483, BR 280, BR 153, SC 350, BR 116, SC 114 e SC 390:

A alternativa mais conhecida é tomar o rumo do Oeste Catarinense, passando por Francisco Beltrão, no Paraná.

O trecho tem muitas e muitas curvas, subidas, descidas, lombadas e caminhões.

De Cascavel ao Sul de Santa Catarina, ao litoral do Rio Grande do Sul (incluindo Porto Alegre) e até mesmo a Florianópolis uma das opções é seguir até a Serra do Rio do Rastro, no Município de Lauro Müller.

De Cascavel segue-se até Francisco Beltrão pela BR 163, PR 182 e PR 483. Há trechos em duplicação (aparentemente paralisada). A conservação da rodovia não é das melhores, mas é suportável. É em Francisco Beltrão que a BR 280 surge como opção às estradas do Oeste Catarinense. A BR 280 passa por Pato Branco e Palmas. Seu único atrativo é o parque eólico localizado nessa última cidade. Da própria rodovia se avista o extenso parque gerador por meio dos grandes cataventos.

Esse trecho feito pela BR 280 é sofrido. Além de poucos pontos de assistência (postos de combustível, cidades, restaurantes…) a estrada está em condições ruins. A BR 280 não está em boas condições, definitivamente. Com o tráfego de muitos caminhões, péssimo asfalto, pista simples e com infraestrutura precária, apenas o parque eólico de geração de energia em Palmas traz algum alívio no cenário. E assim se dirige desde Francisco Beltrão, maltratando o corpo com solavancos e lombadas.

A rota, então, segue por Caçador e pela SC 350 até a BR 116, essa última pedagiada e em ótimas condições (apesar de ser pista simples). A SC 350 não tem tantos buracos, mas os reparos da capa asfáltica deixarão você cansado. Caçador é a cidade com melhor infraestrutura na rota catarinense. Conheci Caçador anos atrás e me surpreendi com o seu crescimento. Várias concessionárias de veículos, prédios e obras de infraestrutura rodoviária. O porte da cidade não condiz com as condições da SC 350.

Em Lages é o momento de deixar a BR 116 e seguir em direção a São Joaquim para então chegar à Serra do Rio do Rastro. Como se trata de rodovia de planalto, trechos sinuosos e em montanha são comuns, por vezes dificultando ultrapassagens. Há poucos pontos de apoio e nem mesmo observamos bons restaurantes à beira da estrada. Aliás, os melhores restaurantes estão entre Bom Jardim da Serra e o Mirante da Serra do Rio do Rastro.

A SC 390, que passa por Bom Jardim da Serra, São Joaquim e Lages está em excelente condição, embora seja sinuosa.  Seu pecado é ter poucos pontos de apoio ao motorista (borracharias, postos de gasolina, restaurantes…). Até mesmo o sinal de celular é precário em vários pontos da rota. Então, aproveite as cidades e os pequenos vilarejos encontrados durante o caminho (principalmente depois de Bom Jardim da Serra) para verificar pneus e abastecer. Pontos de parada para lanches são encontrados com menos dificuldades, mas tenha em mente que são pequenos recintos de beira de estrada. Se precisar de almoço, jantar ou coisa parecida, não deixe de aproveitar o centro das cidades por onde passar.

A Serra do Rio do Rastro:

Nunca me canso de visitar aquele que para mim é o mais belo cartão postal catarinense, quiçá brasileiro. Com um pouco de esforço, posso dizer que o pavimento da serra está em condições razoáveis, mas não mais do que isso. Embora pavimentada em concreto, muitos caminhões utilizam a estrada como rota de escoamento. Aos domingos, no fim de tarde a subida de veículos pesados se acentua e não é de graça que o piso esteja se deteriorando em velocidade.

Caso queiras passar um dia na Serra do Rio do Rastro, clique neste link ali e veja as atrações.

A SC 390 e o congelamento da rodovia:

Não se esqueça que a SC 390 poderá ter pontos de congelamento no inverno. Se o clima estiver muito, muito frio, busque informações sobre as condições climáticas (uma ótima fonte de pesquisa confiável é o site climaterra.com.br) e também junto aos postos da polícia rodoviária estadual (PRE), localizados no Mirante da Serra do Rio do Rastro e próximo a Lages.

Qual navegador (ou GPS) utilizar em viagens longas:

Google MapsWaze, GPS e outros aplicativos facilitam a vida do motorista. A eletrônica está aí para isso. Eu, particularmente, defendo que o GPS ou os aplicativos de roteamento (a exemplo do Waze) têm melhor utilidade no trânsito das cidades. Com eles, chegar ao endereço certo fica bem mais fácil.

Agora, jamais dispense o bom e velho guia rodoviário.

Não, não é saudosismo do auge dos meus 48 anos de idade. Meu Guia Rodoviário Quatro Rodas me acompanha mesmo em tempos modernos e está presente nas minhas longas viagens. Lembre-se que a decisão de qual caminho seguir é sua (e não do navegador). É disso que falamos neste post e é isso que torna sua longa viagem prazerosa.

Ah, você não consegue comprar guias rodoviários porque eles sumiram das bancas de jornais? Sim, eu também procuro um que esteja atualizado (a cada dois ou três anos, eu comprava um Guia Rodoviário Quatro Rodas), mas, à falta de um novinho em folha, aquele guia surrado, com páginas rasgadas e consertadas com fita adesiva segue resignado no porta-luvas do meu carro cumprindo a sua nobre tarefa.

de carro pelo brasil

Onde se hospedar:

O Mapa na Mão acertou a mão no roteiro feito. Tudo poderia ser repetido com imenso prazer. Nossas escolhas nos permitiram uma viagem segura, sem atropelos e em ambientes agradáveis. Sem dúvida que a hospedagem contribuiu muito para isso, afinal foram alguns bons quilômetros rodados em veículo sedan. Uma boa cama e um café da manhã bem servido proporcionam o descanso necessário para seguir pelas estradas.

Repetimos a indicação de nossas escolhas em Maringá (que grata surpresa), Bonito (com muito conforto) e Cascavel (com muito conforto).

Está com dúvidas em escolher qual caminho seguir?

Se você está em dúvida ou precisa de alguma informação que possamos contribuir, entre em contato com o Mapa na Mão. Teremos prazer em ajudá-lo.

Roteiro personalizado e assessoria de viagem:

Sabia que agora o Mapa na Mão faz roteiro completamente personalizado de qualquer lugar do mundo? 100% de acordo com o teu gosto, com sugestão de lugares para comer, de como se locomover e com dicas especiais? Também podemos te ajudar a encontrar hospedagem que caiba no teu gosto e bolso, além de passagens aéreas. Deixa um comentário abaixo ou nos envie um e-mail: mapanamaoviagens@gmail.com ou contato@mapanamao.com

Monte as tuas viagens aqui:

Quer ajudar a manter o Mapa na Mão funcionando? É só usar os nossos links para a tua viagem! NÃO PAGARÁS NADA A MAIS POR ISSO e nós ganhamos uma pequena taxa, ajudando a manter nosso trabalho de pé! 

Hotel ou apartamento: reserve a tua hospedagem por este link aqui no Booking.

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Saudações quilométricas, do Mapa na Mão.

Dilamar.

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2 respostas para “Viagem a Bonito de carro – roteiro rodoviário até o MS”

  1. […] não pretender ir de carro próprio como fizemos e contamos tudo aqui neste roteiro de carro a Bonito, vou te contar que é bem interessante estar de carro por lá. A grande maioria das atrações de […]

  2. […] não pretender ir de carro próprio como fizemos e contamos tudo aqui neste roteiro de carro a Bonito, vou te contar que é bem interessante estar de carro por lá. A grande maioria das atrações de […]

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Eu sou o Dilamar, Bacharel em Direito, viajante nas horas vagas e não vagas. Sou admirador de viagens rodoviárias, principalmente aquelas bem longas e focadas em regiões montanhosas. E também sou ciclista amador e apaixonado por motos.

Eu sou a Letícia, tenho 14 anos e sou estudante. Gosto muito de pintar quadros, escrever poemas, ler e, principalmente, viajar. Para mim, o mundo é o meu quintal.

Eu sou a Ester. Tenho 26 anos e sou estudante de medicina. Moro em Floripa, sou apaixonada por Paris e frequentadora assídua de São Paulo, mas com os pés sempre em Criciúma, minha cidade natal. Amo sair do lugar, seja por poucos metros ou por muitos quilômetros, e de todas as formas possíveis. Das mais confortáveis viagens de trem às mais insanas viagens de carro. Conhecer o desconhecido me fascina! Viajar é minha maior paixão, mas devo arriscar dizer que sou quase tão apaixonada por montar os roteiros antes de viajar quanto pela viagem em si!

Olá, eu sou a Michela, Bacharela em Direito, pós graduada em Direito Constitucional, colecionadora de ímãs e de viagens. Conheci mais de 20 países, aliás, muito mais do que um dia imaginei conseguir, e vários recantos escondidos bem aqui pertinho de mim. Se canso? Jamais. Isso só aguça ainda mais meu desejo de percorrer este mundão. O que mais amo? Deus, minha família e viajar, claro.