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Aula de culinária tailandesa em Bangkok – muita comida e muita risada!

Quando comecei a pesquisar sobre a Tailândia, descobri que havia várias escolas de culinária tailandesa pelo país, que ofereciam aulas básicas sobre a culinária thai para o público em geral por preços bem justos. Pensei, HÁ, perfeito! Eu amo cozinhar e amo saber a história das comidas! Acho que foi a primeira coisa na Tailândia que eu tive certeza de que queria fazer, haha.

 

Eu e meus colegas, todos orientais, haha! :) No começo falamos nossos nomes e de onde éramos :) Alguém tem alguma sugestão de apelido para eu usar por aqui? Definitivamente ninguém consegue entender Ester haha
Eu e meus colegas, todos orientais, haha! 🙂 No começo falamos nossos nomes e de onde éramos 🙂 Alguém tem alguma sugestão de apelido para eu usar por aqui? Definitivamente ninguém consegue entender Ester haha

 

Leia também: Minhas primeiras impressões sobre Bangkok

 

Escolhi a Silom Thai Cooking School por um simples motivo: preço. Quando pesquisei, a aula estava custando 900 baht (cerca de 90 reais). Quando cheguei aqui o valor até aumentou para 1000, mas, quando eu disse que era estudante, eles me deram um desconto e ficou por 900. Então, dica: se for estudante, conta isso para eles. Mas, claro, queria uma aula de qualidade, então pesquisei em vários blogs e, dentre as escolas indicadas, escolhi a Silom pelo preço, já que era a mais barata.

 

Nossa mesa de preparo dos alimentos, com as tigelas de cada um!
Nossa mesa de preparo dos alimentos, com as tigelas de cada um!

 

O agendamento foi feito por email. Segundo o site da escola, temporariamente o site não está apto a aceitar reservas e elas precisam ser feitas por email. Mas é super simples: quando abrires o site, vai aparecer um formulário e o endereço de email deles e é só mandar por email as respostas para as perguntas do formulário. São questões do tipo onde se está hospedado, se já fez o curso antes, se tem alguma alergia/ preferência alimentar, etc. Isso é algo muito legal: dá para todo mundo fazer a aula, é só contar o que não come, haha. Eles respondem o email explicando como chegar até a escola e pedem para que tu respondas confirmando mesmo que vai à aula. Ah, e, caso tu tenhas referido antes que tem alguma preferência alimentar, eles vão colocar nesse email resposta para que tu confirmes. Dá uma confirmada nisso, porque eu tinha colocado que não comia camarão nem carne de porco e no email resposta eles escreveram “No mushrooms” (não come cogumelos). ?????? hahaha. Mas eu respondi o email corrigindo e tudo tranquilo. O pagamento é feito em dinheiro e ao final da aula.

 

culinaria-tailandesa-bangkok

Fui até lá de sky train- o lugar é tranquilo de chegar de trem. Lá, encontramos a chef Joo nos esperando acompanhada de outro funcionário. De lá, fomos até um mercado local de tuktuk! Foi minha primeira (e até agora única) experiência com tuktuk, haha. Foi bem divertido e já estava incluído no preço. O mercado aonde fomos era bem local mesmo, longe de qualquer muvuca. Apesar disso, era até um pouco grande. Lá, Joo deu para cada um uma cesta onde levaríamos nossas compras e explicou sobre vários ingredientes que iríamos usar, nos dando pedacinhos para que pudéssemos sentir o aroma. Aí vem o que foi para mim o único defeito da aula: puxa, era MUITO difícil entender o inglês da chef, haha! Na verdade entender o que os tailandeses falam tem sido um desafio bem grande para mim, porque o sotaque deles é muito, muito forte. Isso acabou atrapalhando um pouco, mas depois de um tempo até acostumei. No mercado isso acabou atrapalhando porque eu não entendia muitas das explicações dela – e essa parte é realmente muito interessante. Além disso, ela foi passando de forma rápida, e acabei esquecendo muitas das informações, haha. Mesmo assim, a experiência foi ótima.

 

Depois, voltamos para a escola. A escola tem três ambientes: uma mesa grande onde se faz o preparo dos alimentos – cortar, porcionar, etc -, três mesas pequenas onde se comem os pratos, e o andar de cima, onde há várias bancadas com fogões e woks lindíssimas prontinhas para serem usadas.

 

silom-thai-cooking-school

 

A escola é toda fofa, decorada, cheia de detalhes fofos, temperinhos por toda a parte. Uma graça!

 

As mesas onde provávamos nossas produções
As mesas onde provávamos nossas produções

 

Contive meus impulsos e consegui não enfiar esses temperos lindos pra trazer pra casa HOHO
Contive meus impulsos e consegui não enfiar esses temperos lindos pra trazer pra casa HOHO

 

Objetivo de vida: temperos organizadinhos desse jeito!
Objetivo de vida: temperos organizadinhos desse jeito!

Uma das coisas mais mágicas da cozinha tailandesa é que a misturança que se faz dá certo. Eles usam muitos ingredientes, e a maioria deles com gosto forte. Parece que vai dar errado, mas a verdade é que todos os pratos ficaram bons! E o gosto que resulta costuma ser forte. Alguns ingredientes costumam ser bem chave. Quando cheguei aqui notei que tinha algo que deixava um gosto ruim na comida, haha – descobri que é a folha de capim-limão e o manjericão (que não tem nada a ver com o que conhecemos) que eles usam. Mas, mesmo usando isso no preparo dos pratos, o resultado foi harmônico.

 

A sopa mais fácil do mundo! É só jogar tudo na wok e esperar o milagre acontecer, haha!
A sopa mais fácil do mundo! É só jogar tudo na wok e esperar o milagre acontecer, haha!

 

O primeiro prato que preparamos foi a tom yum gai, que é uma sopa. Todos prepararam com camarão, mas, como eu não como camarão, a minha levou frango. O preparo da sopa foi um dos mais demorados, já que a chef Joo foi nos explicando a importância de cada ingrediente na cozinha tailandesa. Segundo ela, cada prato leva quatro grupos de ingredientes: as proteínas, os vegetais, os temperos e os ingredientes chave. As proteínas e os vegetais podem variar de acordo com o gosto da pessoa, mas os temperos e os ingredientes chave são extremamente importantes. Assim, fomos cortando e montando os grupos de ingredientes na nossa tigela. A única coisa que variou de acordo com o gosto da pessoa foi a pimenta, haha. Joo nos explicou qual das pimentas era mais apimentada e como deveríamos cortá-las caso quiséssemos mais ou menos apimentado. Eu peguei apenas metade da pimenta mais fraca (a verde) e cortei bem pouco, em umas três fatias só, porque quanto mais se corta mais a comida fica apimentada, e a sopa já ficou no meu limite, haha! E olha que eu gosto de pimenta. Mas aqui eles elevam o adjetivo apimentado para outro nível, algo bem inimaginável acredito que para qualquer brasileiro. Então, cuida bastante com a pimenta, haha! Gostei muito disso de nós mesmos podermos escolher quão apimentado queríamos nosso prato, já que essa sopa tinha sido uma das primeiras coisas que eu provei aqui na Tailândia e eu simplesmente não consegui terminar devido à quantidade de pimenta, e olha que eu fiz muito esforço. Tinha ficado com uma péssima imagem dessa sopa – e, para falar a verdade, eu não tinha nem conseguido sentir o gosto direito, porque pimenta demais parece esconder todo o resto. Definitivamente não ia dar outra chance para a sopa, mas, na aula, consegui sentir os sabores dela e quero até prepará-la no Brasil.

 

Tom yum gai
Tom yum gai

 

No preparo da sopa, ocorreu uma cena engraçadíssima, que levou todos às gargalhadas: eu, obviamente, fui quem menos colocou pimenta na sopa – teve gente colocando cinco pimentinhas na maior alegria. Quando a água da sopa começou a ferver, subiu muito o cheiro da pimenta, e aquilo irritou muito a garganta de todo mundo! Ficou todo mundo tossindo e espirrando por alguns minutos, haha. A sensação foi ruim, mas não durou muito e, ainda assim, foi muito engraçado, então no final foi algo super divertido, haha!

Após cada prato, Joo nos dava um tempo (bem razoável, sou uma lerdeza para comer e sempre dava tempo haha) para comer no ambiente com as mesinhas fofas. Enquanto isso, ela ia, junto com os seus dois ajudantes, arrumando os outros ambientes para os próximos pratos.

 

Alguns dos ingredientes do pad thai
Alguns dos ingredientes do pad thai

 

O segundo prato foi um pad thai, um macarrão de arroz. Para ele, a maioria dos ingredientes já estavam cortados e porcionados – ela só explicou o que faria parte do pad thai, o que compunha cada grupo de ingredientes, e fomos para o fogão. As proteínas do pad thai eram três: ovo, tofu (não imaginava!!) e camarão (no meu caso, frango). Por último, vai o macarrão de arroz, já hidratado. Tchã-ran! Modéstia à parte, o melhor pad thai que eu já comi na vida (juro! Haha). Aliás, isso foi algo que eu senti na aula: estávamos usando ingredientes de qualidade e fazendo comida de qualidade. Infelizmente, ao mesmo tempo que é muito fácil encontrar comida por todos os lugares aqui, como na rua (e eu acho isso incrível!), me parece que muitas comidas vendidas são de má qualidade. Um exemplo é o chicken curry que eu tinha comido anteriormente (contei mais abaixo).

 

Vai dizer que não ficou lindo meu pad thai!?
Vai dizer que não ficou lindo meu pad thai!?

Depois, Joo preparou uma papaya salad (salada de mamão verde). Dessa vez, não colocamos a mão na massa, mas ela foi fazendo tudo na nossa frente – contou o que poderíamos colocar, como cortar, etc. Apesar de que eu torcia o nariz para esse prato, ele ficou gostoso. Mas, como foi ela que preparou, ficou bem apimentado (e olha que ela só colocou duas pimentas para toda a salada que ela preparou), e eu sofri para terminar a minha porção, haha. Senão até teria pego mais!

 

Joo preparando a papaya salad
Joo preparando a papaya salad

 

Papaya salad pronta! Foram só duas pimentinhas pequenas para esse tantão de salada e o negócio já ficou PODEROSO
Papaya salad pronta! Foram só duas pimentinhas pequenas para esse tantão de salada e o negócio já ficou PODEROSO

 

Após a papaya salad, Joo nos ensinou como preparar uma pasta de curry em casa. De novo, mais risadas: ela nos colocou para amassar os ingredientes no pilão (que era super pesado!) e ia nos falando frases de apoio, como “eu sei que tu é uma mulher brava! Mostra pro teu namorado!” enquanto ia nos fotografando, haha. Existem vários tipos de curry e eles levam muitos ingredientes. A primeira etapa é torrar algumas sementes e depois ir adicionando o gengibre, o alho, o capim limão e tudo mais. Como dá um trabalhão de fazer, ela falou que os próprios tailandeses costumam comprar a pasta já pronta – até por sair mais barato. Nós fizemos o massaman curry.

 

Essa sou eu rindo horrores porque ela tinha dito que eu batia bem, devia ser uma namorada brava haha Te cuida não, Rodrigo! HOHO
Essa sou eu rindo horrores porque ela tinha dito que eu batia bem, devia ser uma namorada brava haha Te cuida não, Rodrigo! HOHO

Depois, fomos preparar nossos chicken currys. Dessa vez, o de todos era com frango. Novamente, já estava tudo posicionado e só precisamos cozinhar. Foi aí que Joo nos contou que muitos restaurantes, para apressarem o preparo do prato, cozinham muito pouco o curry, deixando ele pouco tempo no fogo – e o resultado é uma verdadeira sopa. Eu tive essa experiência em um restaurante aqui em Bangkok, e não tinha mesmo visto muita graça naquele curry super aguado. O nosso curry ficou mais tempo no fogo, ficando mais com uma cara de ensopadinho mesmo, mais encorpado (apesar de que ele é mesmo um pouco mais líquido do que estamos acostumados). Delícia! Comemos junto com arroz já preparado.

Curry delicinha!
Curry delicinha!

Por último, Joo nos serviu manga com sticky rice (arroz grudento). É uma sobremesa bem tradicional na Tailândia – e eu vou falar melhor o que acho dela em um post específico sobre comidas, haha. Ela não preparou na nossa frente, mas, lá no começo da manhã, tinha ensinado como cortar a manga de um jeito bonito e como cozinhar o sticky rice – que precisava de várias horas e, por isso, já estava pronto.

 

Mango with sticky rice
Mango with sticky rice

 

A todo momento Joo ia nos dando dicas de “como deixar um prato mais caro”, através de uma bela apresentação, hahaha. O mango sticky rice, por exemplo, valeria 50 baht com as mangas cortadas em fatias, e 100 do jeito que ela nos ensinou.

Pode-se pedir a qualquer momento para embalar alguma das comidas para levar para casa. Eu provei meu curry e pedi que embalasse o resto, assim como que embalasse a sobremesa. Não tinha condições de caber qualquer coisa no meu estômago a mais! Haha. Aliás, essa é uma dica que eu dou: faça o curso pelo horário da tarde, sem ter comido nada no dia. Vale muito a pena porque a quantidade de comida é grande, e, pela manhã, a gente acaba não estando com tanta fome.

No final, após as pouco mais de 3 horas de curso, Joo nos deu um livrinho de receitas com todas as receitas que são ensinadas pela escola, com fotos e tudo! Há várias receitas, porque eles variam o cardápio de acordo com o dia do curso. Há também fotos e nomes de todos os ingredientes utilizados.

Eu AMEI a experiência – tanto que estou cogitando seriamente repeti-la (eles mudam o cardápio caso tu já tenhas feito a aula anteriormente). Se eu não fizer vai ser por questões meramente pe$$oais mesmo, haha. Me diverti muito e aprendi muito sobre a cozinha tailandesa. A respeito muito mais depois dessa aula. Recomendo para todo mundo, principalmente para quem tem gosto por cozinha! Mas ó, não precisa se preocupar, mesmo quem não sabe nem fritar ovo se dá bem, então vai sem medo 🙂
Espero que tenham curtido! Não deixa de voltar aqui depois para ler mais posts sobre a Tailândia e de acompanhar pelo nosso instagram a batalha Mapa na Mão! A tua torcida vai para quem?
Serviço:
email: info@bangkokthaicooking.com
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Onde se hospedar em Bangkok:

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aula de culinária tailandesa

15 thoughts to “Aula de culinária tailandesa em Bangkok – muita comida e muita risada!”

    1. Simone, fico muito feliz que tu gostou!! Imagina, nunca que a gente pensaria em sair do lugar levando com a gente um souvenir especial, um livro de receitas, né? Vou passar a procurar aula de culinária em todos os lugares que eu for, haha! Bj!

  1. Eu adorei o relato! Quando estive em Bangkok eu não fiz nada disso ( talvez seja por isso que meu pad thai não seja bom hahaha) mas se pudesse voltar no tempo eu com certeza faria um curso de culinária

  2. Que experiência incrível 🙂 Eu iria adorar participar deste curso, sou apaixonada pela culinária tailandesa, e inclusive já tentei fazer um pad thai rs, mas o resultado foi horrível rs. Dei risada aqui com o episódio da pimenta rs 😉

  3. Ótimo post, Esther!
    Adoro temperos e adoraria conhecer mais sobre eles e suas misturas. Nunca comi comida tailandesa…. muita gente recomenda, mas nunca apareceu a oportunidade!
    Não sou nada fã de pimenta e certamente teria sofrido ao comer os teus pratos (mesmo com pouca pimenta – rsrsrsrs).
    Mas adorei essa tua ideia de fazer curso de culinària!

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